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172 anos do Manifesto Comunista

172 anos do Manifesto Comunista

Data de Publicação: 21 de fevereiro de 2020 14:57:00

Por Léo Mendes
Canal 2N
14:57

Em 21 fevereiro de 1848, era publicado o “Manifesto Comunista”, um dos mais importantes documentos de filosofia política da história da humanidade; e, indiscutivelmente, um dos mais influentes.

Passados 172 anos, a publicação continua moldando o pensamento político moderno, em especial de partidos, movimentos sociais e organizações trabalhistas inspirados no comunismo.

A obra, na verdade um pouco mais que um panfleto, foi elaborada para servir de manifesto oficial da Liga Comunista, organização revolucionária internacionalista da qual seus autores, os filósofos alemães Karl Marx e Friedrich Engels, eram membros.

Fundamentado numa concepção materialista da História e na teoria da luta de classes que dela deriva, conforme a formulação do próprio Marx, o livreto rapidamente se tornou o principal instrumento teórico e de ação do movimento socialista europeu no século XIX; e o inspirador das mais importantes revoluções sociais do século XX, como a Russa (1917), a Chinesa (1949) e a Cubana (1959).

Como documento e testemunho típico de uma época, o “Manifesto” sintetizava as mais importantes ideias que caracterizava o movimento socialista de então, bem como seus ideais revolucionários. Nesse sentido, a luta de classes (entre a burguesia e o proletariado) e a abolição da propriedade privada eram princípios básicos da análise materialista que fundamentava a filosofia de Marx e Engels.

Atualmente, nos primórdios do século XXI, passados século e meio de seu lançamento, o Manifesto ainda amedronta o mundo capitalista globalizado. E suas próprias linhas o previram, nas iniciais e nas conclusivas.

Nas inicias, alertava como num aviso: “Um fantasma ronda a Europa – o fantasma do comunismo”. E nas últimas, prenunciava como numa conclamação: “Os proletários nada têm a perder a não ser seus grilhões. Têm um mundo a ganhar. Proletários de todos os países, uni-vos!”.

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