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Campina Grande: senador tenta implodir Frente de Oposição

Campina Grande: senador tenta implodir Frente de Oposição

Data de Publicação: 3 de março de 2020 08:53:00

Por Léo Medes
Canal 2N
08:53

Já lembramos aqui um famoso bordão atribuído ao ex-governador Leonel Brizola: “na política, o povo adora a traição, mas detesta os traidores”.

Outra não foi a imagem que me veio à mente quando li notícia publicada no Blog do Marcio Rangel: “Senador Veneziano (Vital) considera ‘assimilável’ oposição lançar mais de uma candidatura em Campina”. Aliás, recomendo a leitura, mesmo que com um certo atraso, já que a mesma é do dia 28 de fevereiro.

Ao ler a nota, me veio à memória alguns dos momentos que marcam a carreira recente do indigitado senador paraibano. O primeiro deles, em 17 de abril de 2016, na votação do afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT).

Naquela ocasião, ao vivo e a cores para o todo Brasil, o então deputado federal do MDB-PB, num discurso pastoso, recheado de adjetivos melosos, tentava colorir com um “bonito discurso”, seu pérfido ato! Suas palavras não esconderam sua traição: era mais um tijolo na construção de um golpe de Estado!

Sua postura golpista teve um preço: Veneziano sofreu acachapante derrota nas eleições municipais daquele ano. Inclusive por que perdeu grande parte da simpatia e dos votos mais à esquerda e mais progressistas do espectro político campinense!

Quando sua carreira política estava na iminência de degringolar, o então governador Ricardo Coutinho veio a seu socorro oferecendo-lhe o PSB como abrigo, indicando-o como candidato ao Senado e apadrinhando sua candidatura, inclusive abrindo mão de postulação própria!

Veneziano não decepcionou. Na primeira oportunidade, no momento em que a versão “paraíba” da Operação Lava Jato tenta “calvarizar” o ex-governador Ricardo Coutinho, o senador, como era de se esperar, deu-lhe as costas... “O hábito faz o monge”, diz o ditado.

E, como diz outro ditado, “pau que nasce torno nunca se apruma”. Embora tenha optado por ficar ao lado do governador João Azevedo (hoje, no Cidadania), Veneziano não saiu do PSB. E tenho convicção, mas não tenho provas, com o objetivo de assumir sua liderança se o ex-governador for, de fato (ou de “lawfare”), “calvarizado”.

Mas, já dizia o Barão de Itararé, “de onde menos se espera é que não vem nada mesmo”! E o senador Veneziano Vital nunca nos decepciona, já o dissemos! Agora, ainda que tenha permanecido no PSB, decidiu bancar a candidatura municipal de outro partido, o Podemos; e, não por acaso, a postulante é sua esposa, a suplente de deputada federal Ana Cláudia.

Não apenas numa clara traição ao seu partido; mas, numa não menos límpida tentativa de implodir a formação de uma “frente de oposição” (de centro-esquerda-democrática), com a qual o PSB vem negociando através de sua direção municipal.

O senador nos deixa a antever sua tripla intenção:

1) oferecer um nome para agrado do governador João Azevedo;

2) assim, com apoio deste, atrair um dos partidos (dizem que o PCdoB) que estão articulando a tal “frente” para compor com sua candidata; e, desse modo,

3) impedir que a concretização de uma frente de partidos de oposição crie condições para surgimento de uma nova liderança política em Campina Grande.

Agora, para finalizar, mais um ditado: “os dados estão lançados”!

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