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Quanto tempo o Coronavírus sobrevive em diferentes lugares

Quanto tempo o Coronavírus sobrevive em diferentes lugares

Data de Publicação: 18 de março de 2020 08:02:00

Por Clara Averbuck
Da Revista Forum
08:59

Estudos mostram o tempo de viabilidade do vírus em papelão, plástico, metal e estudam o contágio pelo ar

New England Journal of Medicine

Um estudo feito por pesquisadores do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas e da Universidade de Princeton descobriu que coronavírus pode sobreviver até 72 horas em materiais como o plástico e metal inoxidável. Já no papelão, ele pode durar 24 horas. No cobre, ele dura só quatro horas, e no ar, três.

Havia a dúvida sobre a transmissão do coronavírus por objetos vindos da China, como famoso AliExpress, mas a hipótese foi afastada por a viagem era longa demais e o vírus não sobrevivia. Porém, com os dados coletados, descobriu-se que é plausível a infecção por Covid-19 pelo ar ou objetos inanimados.

O pesquisador Dylan Morris, um dos autores do estudo, fala em seu twitter que o ponto mais importante é a semelhança do covid-10 com o Sars (que causou a epidemia de 2003) em termos de tempo de sobrevivência. Eles são do mesmo grupo de doença, o coronavírus, que foi tema de outro estudo de pesquisadores da Universidade de Böchum, na Alemanha. Eles revisaram 22 estudos sobre transmissão por superfícies do Sars e do Mers (outro coronavírus) e chegaram à conclusão que os vírus morrem depois de quatro ou cinco dias.

Como plástico e metal inoxidável estão presentes em vários objetos de hospital, como a cadeira da sala de espera ou um bisturi, os pesquisadores colocaram o vírus em superfícies feitas de materiais diferentes para ver por quanto tempo o covid-19 permanecia viável, ou seja, capaz de infectar uma pessoa.

No ar, eles usaram uma câmara fechada, coletaram o vírus e o colocaram em uma placa para verificar se outras células seriam infectadas. A pesquisa indicou que o covid-19 permanece vivo em materiais como o papelão da caixa de pizza ou de encomendas ou uma maçaneta de metal. Ainda estão sendo feitos estudos sobre superfícies e transmissão pelo ar.

O estudo foi publicado e está disponível no site New England Journal of Medicine.

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