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Parauapebas: a amizade colorida do PT com Darci Lermen

Parauapebas: a amizade colorida do PT com Darci Lermen

Data de Publicação: 20 de março de 2020 11:38:00

Por Léo Mendes
Canal 2N
11:38

Lá pelos idos das décadas de 1980, 1990, na época de minha adolescência, havia uma prática de chamar os namoros escondidos, pelos menos na região onde morava, de amizade colorida. Depois, essa denominação se generalizou e passou a indicar algo bem mais colorido que um simples namoro!

Não sei exatamente o porquê, mas foi disso que me lembrei quando fui recentemente questionado por um amigo de Parauapebas sobre a cada vez menos provável candidatura própria do PT para a prefeitura municipal de nossa cidade.

Explico, estou entre aqueles que consideram que a polarização eleitoral que está se desenhando, somada ao desgaste pessoal e administrativo do prefeito Darci Lermen (MDB), vem se constituindo num dos principais obstáculos para seu projeto à reeleição. 

Desse modo, uma disputa polarizada entre ele e uma única candidatura de oposição daria à eleição majoritária um caráter plebiscitário transformando-a numa avaliação da atual administração municipal, o que, demonstram todas as pesquisas, seria desastroso para as pretensões do atual prefeito.

Nesse sentido, podemos deduzir que ao dito interessa que se apresentem diversas candidaturas que se declarem e dividam a oposição. Por isso, nas rodas de conversas e nas redes sociais, constantemente, ouvimos que o prefeito tem incentivado (e se oferecido para patrocinar) candidaturas como a de Joelma Leite (provavelmente, pelo PL do vice-governador Lucio Vale).

O grupo que planeja o projeto (re)eleitoral de Darci Lermen acredita que ela (mas, não só ela) tiraria votos de Valmir Mariano (PSD), hoje líder em todas as pesquisas. Sob essa lógica, o tal grupo tem se empenhado muito para unificar as candidaturas de Marcelo Catalão e Francine do Hiper Sena, o que esvaziaria em muito a candidatura pessedista.

Entretanto, esse grupo de pessoas próximas de Darci Lermen avalia que uma candidatura própria do PT tiraria mais votos do prefeito e praticamente garantiria a vitória eleitoral de Valmir Mariano, por isso, às escondidas, vem flertando com o partido, desde “cima”, isto é, de Belém, com a direção estadual.

O objetivo, há quem o diga, é “noivado” e “casamento”, ou seja, impedir uma candidatura própria do partido em Parauapebas e enquadrá-lo no bloco de apoio à (re)candidatura do atual prefeito, com direito a pagamento de dote, que viria na forma de financiamento de algumas candidaturas à vereança.

Há quem também acredite, o que “namoro”, a tal “amizade colorida”, em sentido político, embora nem tão escondido como pretendem seus acólitos, já foi jurado e sacramentado, inclusive, nos valores do “dote”, e que as testemunhas juramentadas são os secretários e assessores petistas que ocupam diversas pastas e cargos na atual administração.

Abril nos dirá... se o “corona” deixar!

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