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Coronavirus: o presidente e a epidemia

Coronavirus: o presidente e a epidemia

Data de Publicação: 22 de março de 2020 10:36:00

Por Pablo de Holanda
Estudante de Direito/UFPB – João Pessoa
Para o Canal 2N
10:36

O coronavírus teve suas primeiras aparições nesse surto no continente asiático, em Wuhan, na China, e vem apresentando rápida proliferação ao redor do mundo, causando medo e aflição às pessoas que estão cientes das consequências que estão associadas à epidemia.

Já chegamos no dia 22 de março de 2020 e são quase 300.000 casos, até agora confirmados, em todo o mundo. No Brasil, o número de infectados ultrapassa a marca dos 1.100, apresentando o total de 18 mortos até o momento.

Inúmeras consequências podem estar associadas à rápida proliferação do vírus no território brasileiro, como o aumento da quantidade de mortos e infectados, a superlotação dos hospitais públicos e privados, os quais não possuem uma estrutura adequada para lidar com a ameaça, o aumento nas taxas de desemprego e a queda do PIB do país.

Em momentos conturbados como esse, é necessário, primeiramente, atentar-se melhor para as questões humanitárias, que se refletem no meio social, a saúde; depois, voltar-se para questões ligadas à economia do país. Nas palavras do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, “gaste o que precisar gastar, não fique preocupado com o déficit fiscal, depois que a gente salvar o povo, a gente se preocupa em salvar a economia deste país”.

Apesar disso, o comportamento do atual presidente, Jair Bolsonaro, não apresenta uma perspectiva de solidariedade para com os brasileiros e brasileiras no que se diz respeito às questões voltadas à saúde.

O mesmo, após convocar manifestações a favor do seu governo anti-intelectual e autoritário no dia 15 de março, desobedeceu as normas impostas pelo Ministério da Saúde e desrespeitou, de forma clara, a Constituição Brasileira, onde, mesmo após ser ou ter sido submetido aos testes do coronavirus, manteve contato com manifestantes presentes no evento, explicitando seu ato de irresponsabilidade.

A atitude desumana de Bolsonaro serviu para a oposição e para alguns de seus eleitores arrependidos se revoltarem com a falta de respeito em relação à saúde do país, convocando manifestações e panelaços em várias cidades do país, como uma forma de protesto e insatisfação contra o presidente.

Atitudes como estas mostram o quão irresponsável são as atitudes do atual presidente, uma vez que, a partir de argumentos vagos e sem embasamento científico necessário, trata a doença como apenas uma “fantasia”, afirmando não querer alarmar a população com uma “simples gripezinha”.

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