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Pandemia leva Equador ao colapso social

Pandemia leva Equador ao colapso social

Data de Publicação: 2 de abril de 2020 08:17:00

Por Léo Mendes
Canal 2N
08:17

Considerado um modelo de neoliberalismo na América do Sul, o Equador, do presidente de direita Lenín Moreno, nos últimos anos, praticamente desmontou seu precário sistema de público de saúde, seguindo a lógica do Estado mínimo, conforme preconizava a cartilha estadunidense de Donlad Trump.

Agora, devido à pandemia do coronavírus, com quase 3000 infectados (embora, como no Brasil, sejam constantes as denúncias de subnotificação) e mais de 100 mortos confirmados (idem), o país está em vias de um completo colapso social.

Essa possibilidade, destaque dos principais jornais do mundo desde a última terça feira (31), vem sendo confirmada pelas notícias e mensagens que circulam pelas redes sociais e dão contam de que corpos estão sendo jogados pelas ruas das principais cidades (como Quito, a capital, Gayaquil, entre outras) ou simplesmente queimados; às vezes, mesmo que mortos por outras causas.

A Sputnik, em sua edição digital, faz-nos um breve resumo da situação: "Com a falta de material e de pessoal médico, corpos abandonados perdidos ou cremado sem velório ou funeral e com o número de infectados em crescimento, a epidemia atacou com força o Equador". E completa: "(...) está em vigor um 'estado de exceção', que, entre outras coisas, suspendeu a liberdade dereunião, a fim de deter a propagação do coronavírus no país. Em consequência, velórios são proibidos, quer o falecido estivesse infectado ou não".

Nas redes sociais, vídeos mostram a situação desesperadora do pais. Algumas imagens mostram dezenas de corpos em sacos plásticos em um hospital aguardando o serviço funerário, que já não tem mais condições de atender à crescente demanda. Em outras, corpos são queimados no meio da rua pela força tarefa de policiais encarregados de recolhe-los.

Há ainda casos em que pessoas, através de mensagens de vídeos, apelam às autoridades que recolham corpos de parentes mortos com sintomas da doença.

(Com infomações da SPUTNIK e da FORUM)

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