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Moro finalmente caiu... mas, caiu atirando

Moro finalmente caiu... mas, caiu atirando

Data de Publicação: 24 de abril de 2020 12:05:00

Por Léo Mendes
CANAL 2N
12:05

O ex-juiz Sergio Moro, que encabeçou a chamada Operação Lava Jato, a partir da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR, com objetivo de dar base ao golpe jurídico-parlamentar midiático de 2016, que depôs a presidente Dilma Rousseff, e condenar e prender o ex-presidente Lula, impedindo-o de disputar as eleições de 2018, assim permitindo a vitória de Jair Bolsonaro, pediu demissão do Ministério da Justiça, cargo com o qual foi premiado pelo seu papel no mencionado golpe.

Segundo diversos órgãos de imprensa, sua demissão foi motivada pela crise em torno da demissão do diretor da Polícia Federal Maurício Valeixo, indicação pessoal do agora ex-ministro, que vinha sofrendo pressões do clã Bolsonaro por conta das investigações em torno do chamado "Gabiniete do Ódio", uma espécie de organização paralela coordenada pelo vereador carioca Carlos Bolsonaro, conhecido como "Zero-Dois", filho do presidente da República, resposável pela difusão de "fake news" contra adversários reais ou imaginários e instituições que se opusessem às diretrizes do atual governo,

Há também a versão de que a demissão de Valeixo se deveu à sua recusa em deflagrar operação contra o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, citado no esquema de corrupção e pagamento de propina da construtora Odebrecht com a alcunha de "Botafogo" e que vinha assimindo uma posição cada vez mais crítica ao governo Bolsonaro, inclusive ameaçando aceitar algum dos mais de 20 pedidos de impeachment que estão em sua gaveta.

De fato as relações entre Bolsonaro e Maia vinham se deteriorando; e se esgarçaram ainda mais depois que o país passou a sofrer os efeitos da inabilidade, se não incompetência, do presidente da República para enfrentar os efeitos da crise gerada pela pandemia do coronavírus; e se agravaram devido a participação de Jair Bolsonaro em manifestações pelo fechamento do Congresso Nacional e do STF e pelo o estabelecimento de uma ditadura no Brasil. Na oportunidade, o presidente, em seu discurso, acusou Maia de, junto do governador de São Paulo João Dória e ao próprio STF, está articulando um golpe para derruba-lo.

O fato é que, na madrugada desta sexta feira (24), o impasse teve seu termo quando o presidente Jair Bolsonaro, sem consultar o agora ex-ministro Sérgio Moro, demitiu Valeixo da Direção da Polícia Federal. Então, reconhecendo seu despretígio e o esvaziamento de seus poderes, o ex-juiz, orientado por conselheiros, alguns ligados a empresas da chamada grande mídia, resoveu se demitir numa entrevista coletiva convocada para as 11h desta sexta feira.

Nesta, tão logo anunciou sua demissão, Moro, num claro ato com objetivos políticos, que sempre lhe marcaram a carreira, tanto como juiz quanto como ministro, abriu um tiroteio verbal contra o presidente Jair Bolsonaro acusando-o de tentar interfeir na autonomia da Policia Federal e em investigações que "poderiam atingir pessoas a ele (Bolsonaro) ligadas", o que nas palavras do demissionário, representa uma "ameaça ao Estado democrático de direito e às (suas) instituições".

Ao término da dita entrevista, muitos dos analistas que a acompanharam, entenderam que o Sérgio Moro transformou a mesma num claro lançamento de suas pretensões políticas tentando retomar o papel de "paladino do combate à corrupção" da época em que era juiz.

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