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Mortes por causas respiratórias explodem 800% em Parauapebas

Mortes por causas respiratórias explodem 800% em Parauapebas

Data de Publicação: 15 de maio de 2020 11:51:00
Por Sinvaldo Braga
Canal 2N
12:22

O número de mortes causadas pelo novo coronavírus em apenas 45 dias já é maior que o número de mortes causadas por doenças no aparelho respiratório nos primeiros cinco meses de 2019 no município de Parauapebas. Os dados são da Tecnologia da Informação a Serviço do SUS (DATASUS) e da Secretaria de Saúde de Parauapebas.

Em 2019, ocorreram 22 mortes de janeiro a maio por doenças no aparelho respiratório. Este ano, em pouco mais de um mês e meio, a Covid-19 já ceifou a vida de 42 pessoas.

Com a confirmação do primeiro caso no final do mês de março, o novo coronavírus foi responsável pela morte de dez pessoas no mês de abril. Nos primeiros 14 dias de maio, mais 32 pessoas foram vítimas fatais do vírus.

O gráfico abaixo compara a evolução dos casos de mortes por Covid-19 nos meses de pandemia com mortes por problemas respiratórios no ano anterior. Os dados são exclusivos do município de Parauapebas.

Observando os dados do gráfico acima, podemos verificar que em comparação ao mês de abril de 2019, as mortes por infecção pelo novo coronavírus são 67% maiores que todos os casos de mortes por problemas no aparelho respiratório somados.

Comparando apenas os 14 primeiros dias do mês de maio deste ano com o mês cheio de 2019, é possível constatar que em 2020 as mortes por Covid-19 explodiram a estatística de óbitos por problemas respiratórios. O salto foi de inacreditáveis 800%.

Durante os 12 meses de 2019, ao todo 66 pessoas morreram por problemas no aparelho respiratório. Como o mês de maio ainda nem chegou à metade e dados do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o Brasil está apenas entrando no período mais duro da pandemia, é razoável concluir, pela progressão dos números, que somente nos meses de maio e junho deve morrer mais gente por Covid-19 que em todo o ano passado morreram por doença no aparelho respiratório.

Os números são incontestáveis e nos lembram que uma tragédia não é mais algo distante no horizonte, já dobrou a esquina e agora se pode enxergar e sentir o drama, à espera nos próximos meses. Daqui para frente, a tendência é piorar cada vez mais, a cada dia, até atingirmos o pico da pandemia que, segundo dados do Ministério da Saúde, será no mês de junho.

Para diminuir o tamanho do desastre, pois já não há como evitá-lo, é preciso que a população e as autoridades trabalhem em conjunto: autoridades fazendo o que é preciso sem pensar em resultado político (determinar lockdown no município urgentemente) e população contribuindo da melhor maneira possível (ficando em casa).

Infelizmente não há alternativa. Não existe remédio com eficácia comprovada. Não há vacina.

Ou autoridades e população façam o que está ao alcance ou então que todos assumam a responsabilidade de ver parentes e amigos sucumbirem à Covid-19.

Nunca é demais lembrar: essa doença priva a todos até mesmo de um simples adeus, não há velórios. Sequer é possível oferecer um enterro digno aos que se vão, porque são protocolarmente enterrados em caixões lacrados, praticamente como indigentes.

  4 comentários

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Comentário

Se aí tá assim imagine aqui em Ananindeua que Pioneiro sumiu com o dinheiro da saúde!!! Ajude a denunciar aí!!!

Caro gostaria de saber a fonte de informação destes dados pq simplesmente não bate com os dados da SEMSA.. Parauapebas já regista 42 óbitos e existem outros sob suspeitas, porém nem sempre a causa é insuficiência respiratória [tem sido a minoria aqui], portanto a comparação não é razoável.

NAO ENTENDI ESSES GRAFICOS.

começou os delírios..