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Dino racha a Frente Ampla, isola Ciro e prepara o "enterro" do PCdoB

Dino racha a Frente Ampla, isola Ciro e prepara o "enterro" do PCdoB

Data de Publicação: 14 de julho de 2020 15:33:00

Por Léo Mendes
do CANAL 2N
15:33

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em busca de ampliar suas bases políticas para uma eventual candidatura presidencial em 2022 e tentando escapar dos limites eleitorais e ideológicos de seu partido, iniciou uma ofensiva em três frentes.

Pra começar, Dino abriu um racha na tal “frente ampla” ao divergir publicamente de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, que disse nesta terça-feira (14), à Rádio Metrópole, de Salvador (BA), ser “inviável iniciar um processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro neste momento”, devido à pandemia do novo coronavírus.

Se o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acha que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é “importante” para o combate da Covid-19 no País, e por isso mantém engavetados os mais de 40 processos de impeachment, o mesmo não pensa o governador do Maranhão.

Dino afirmou, em declaração dada à CNN Brasil, que a “ausência de Bolsonaro” – isolado por conta do fracasso de sua (des)gestão diante da crise provocada pela Covid-19 – “é positiva para o país”.

“Eu acho que nos últimos dias, as condições institucionais do país melhoraram. Ou seja, temos uma situação em que a ausência do presidente da República é bem-vinda, o que vai em negação quase conceitual da noção de presidencialista. Quanto mais ausente ele está, melhor para o país. Mas não acredito que isso se perenize, uma vez que eu conheço o Bolsonaro, e o estilo dele é muito singular, eu diria”, ressaltou.

E acrescentou: “Temos problemas que o cercam, e cercam seus amigos, familiares, e ele deseja estancar decisões judiciais, temos agora esta decisão judicial sobre o Queiroz e sua esposa. A atitude pessoal dele depende muito dessas ações. Como eu não acredito que haverá uma operação ‘pizza’, uma operação ‘abafa’, creio que muito em breve teremos uma tensão institucional derivada do fato de o presidente não aceitar controles institucionais”.

Aproximação do PSB

A outra frente política aberta pelo governador do Maranhão é com a cúpula do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Após recusar convite para ingresso na legenda socialista, Dino não se fez de rogado e avançou até mesmo para a possibilidade da incorporação do PCdoB pelo PSB, “matando dois coelhos com a mesma paulada”.

Primeiro, isola ainda mais Ciro Gomes (PDT) empurrando-o cada vez mais para a centro-direita, numa espécie de retorno forçado à sua casa, a antiga ARENA-PDS. Segundo, escapa das limitações de seu partido, cada vez mais próximo de ser “engolido” pelo PSB, que, por seu lado busca um candidato viável para a disputa de 2022.

Na citada entrevista concedida à CNN-Brasil, nesta segunda-feira (13), Flávio Dino declarou que “não descarta até mesmo a fusão ou incorporação de seu partido pelo PSB para disputar à presidência da República em 2022”, o que lhe ampliaria o leque de alianças e, por consequência, as possibilidade de vir a ser o candidato de centro-esquerda.

Dino ainda avaliou que o momento exile cautela, ressaltando que espera “o próximo ano, que é uma redefinição partidária no país”. E finalizou: “Nós vamos ter um redesenho inevitável tendo em vista que as novas regras de cláusula de barreira e fim das coligações proporcionais levarão a muitas fusões. Não agora, porque cada partido vai enfrentar com sua tática eleitoral”.

(Com informações do Blog do Esmael Morais)

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