Português Italian English Spanish

Contra a crise sanitária, movimentos sociais distribuem alimentos em Campina Grande

Contra a crise sanitária, movimentos sociais distribuem alimentos em Campina Grande

Data de Publicação: 26 de julho de 2020 13:39:00

Por Léo Mendes
do CANAL 2N
13:39

Dizia-se, antigamente, que são nos piores momentos que se descobre seus verdadeiros amigos . Pois, em tempos de crise sanitária, quando a doença, no caso a Covid-19, e a morte ameaçam o povo brasileiro, principalmente, suas camadas mais pobres, podemos ver quem de fato se coloca em defesa da sociedade.

O atual governo, sob inspiração fascistóide, ocupado por militares, sem compromisso com o povo, comandado por um miliciano, deixou o país à própria sorte na base do descaso e do charlatanismo com a conivência, se não cumplicidade, de parte das classes médias e altas, entre embolados de cloroquinas e a gripezinha. Como diriam: “E daí?”.

E daí que chegamos aos mais de 2,2 milhões de infectados e de 85 mil mortos.

Do outro lado da trincheira, na defesa da sociedade, neste sábado, 25 de julho, numa referência ao Dia do Trabalhador e da Trabalhadora Rural, como ao Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha, diga-se de passagem, estas e aqueles/as duas das principais vítimas da pandemia, o MST/PT, o Comitê em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores e Trabalhadoras e das Liberdades Democráticas e o Comitê Sanitário de Defesa Popular de Campina Grande, com apoio  do MST-PB, da Pastoral da Juventude Rural, do Levante Popular, dentre outras entidades da sociedade civil e movimentos sociais, como parte da Campanha Mãos Fraternas, da ação de solidariedade “O Povo Cuidando do Povo”, realizaram doação de 3 caminhões de alimentos da agricultura familiar produzidos sem agrotóxicos nos acampamentos e assentamentos do MST no Estado da Paraíba.

O comboio saiu da Escola de Formação João Pedro e Elizabeth Teixeira, em Lagoa Seca, e se dirigiu ao Terminal de Integração, no Centro de Campina Grande, onde as cestas básicas foram entregues a representantes das comunidades e ocupações em situação de vulnerabilidade social na cidade para serem distribuídas às famílias, os beneficiários diretos, tudo em conformidade com as normas de distanciamento social, por conta da pandemia.

Como diriam os fascistóides: “E daí?”

E daí que esta ação foi uma continuação do que já se fizera, no dia 18 de junho, também parte da Campanha Mãos Fraternas e como forma de gratidão e reconhecimento ao trabalho dos profissionais de saúde durante a pandemia, quando foram doados para a ala da Covid-19, do Hospital de Trauma, mais de meia tonelada de alimentos, além de se ter plantado diversas árvores na área externa do hospital, além de contar com apresentações de artistas integrantes do movimento.

O material divulgação da mobilização destaca que, “em tempos de ataque à democracia, são ações solidárias como a Campanha Mãos Fraternas que trazem alento à população pobre do país, constantemente alvo da necropolítica praticada pelo governo Bolsonaro, que ignora a pandemia e deixa o povo brasileiro e paraibano entregue à própria sorte”.

(Com informações e colaboração de Valter Campelo e Olímpio Rocha)

  Seja o primeiro a comentar!

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Envie seu comentário preenchendo os campos abaixo

Nome
E-mail
Localização
Comentário