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Desgoverno de Bolsonaro ameaça a Educação com novo corte no orçamento

Desgoverno de Bolsonaro ameaça a Educação com novo corte no orçamento

Data de Publicação: 12 de agosto de 2020 09:50:00
Por Léo Mendes
Do CANAL 2N

Estudiosos do tema costumam ressaltar que regimes com tendências fascistas precisam de inimigos reais e/ou fictícios, externos e/ou internos para justificar o arbítrio e manter seus adeptos e seguidores em permanente mobilização. E dentre estes inimigos as ciências (e os cientistas), as artes (e os artistas), a educação (e educadores) sempre foram um dos alvos prediletos; na maioria das vezes, os principais.

No Brasil do fascio-bolsonarismo não tem sido diferente. Nesta terça-feira (11), em mais um ataque contra a Educação pública, o Ministério da Educação (MEC) anunciou um corte de R$ 4,2 bilhões nas despesas discricionárias do orçamento de 2021, redução de 18,2% em relação ao orçamento de 2020, com claro objetivo de inviabilizar especialmente as instituições de ensino e pesquisa.

Reitores de universidades federais alertam que o corte poderá inviabilizar a educação superior brasileira em 2021, uma vez que o governo federal realiza cortes em diversas áreas alegando dificuldades para manter o orçamento dentro dos limites da EC 95/2017, conhecida como “lei do teto de gastos”, estabelecida após o golpe jurídico-midiático de 2016, ainda no governo de Michel Temer, com o objetivo de desestruturar as políticas sociais dos governos petistas.

O orçamento ainda precisa ser aprovado pelo Congresso, que deve ser votado no final do ano. Mas, a entidade lamenta que o próprio MEC defenda a proposta do Ministério da Economia: “Como podemos confirmar hoje, os valores do orçamento das Universidades Federais para o ano de 2021 foram informados pelo MEC com uma substantiva redução linear de 18,2%. Com esses montantes fica patente que nenhuma instituição poderá cumprir suas finalidades de ensino, pesquisa e extensão no próximo ano, diz o reitor Edward Madureira Brasil, presidente da Andifes.

Através de ofício a seus associados, a Andifes imediatamente denunciou o ataque e apontou os efeitos deletérios do “corte de 18,2% na proposta de orçamento para 2021 das universidades federais de todo o país” anunciado pelo MEC numa reunião com reitores realizada na última sexta-feira (6).

(Com informações do Plantão dos Lagos)

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