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Nova Guerra Fria? Trump proíbe TikTok e WeChat

Nova Guerra Fria? Trump proíbe TikTok e WeChat

Data de Publicação: 12 de agosto de 2020 12:04:00
Por Léo Mendes
Do CANAL 2N

Já há algum tempo, analistas da geopolítica internacional vêm apontando que o mundo está entrando numa espécie de “nova Guerra Fria”. Nova, por óbvio, porque diferente da “velha”, também chamada de “clássica”, em sentido de que envolve outros contendores e, diferentemente daquela que marcou a segunda metade do século XX, por sobrepor os interesses econômicos ao conflito ideológico.

Os contendores da “nova” Guerra Fria são os EUA (capitalista) e a China (comunista). E, segundo os mais diversos estudiosos, a ascensão econômica da China e a ameaça que vem representando aos interesses econômicos dos EUA marcaram seu início. Mas, seu desenho ficou plenamente definido com a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, em 2016.

O caráter comercial dessa “nova” Guerra Fria já havia se explicitado quando o governo norte-americano impôs uma série de sanções à Huawei, empresa chinesa responsável pelo desenvolvimento da tecnologia 5G, inclusive com acusações de espionagem empresarial contra seus executivos e a prisão de sua CEO Wanzhou Meng, no Canadá, acusada de ter violado sanções EUA ao Irã.

Agora, Trump declarou claramente o novo conflito geopolítico ao assinar, no último dia 6, decreto proibindo qualquer empresa norte-americana de fazer negócios com representantes locais dos aplicativos TikTok e WeChat no país dentro de 45 dias. Segundo o decreto, esses aplicativos “colocam a segurança e a economia do país em risco”, uma vez “capturam grandes quantidades de dados dos usuários”, que poderão acessados pelo Partido Comunista Chinês.

Reação da China

O governo chinês respondeu através do ministro das Relações Exteriores, Wang Wenbin, que afirmou que o decreto de Trump vai ter um “efeito bumerangue” e provocará “insegurança nos mercados globais e afetará a imagem dos EUA”, conforme publicou a agência estatal de notícias Xinhua.

“Exigimos que os EUA ouçam vozes racionais de dentro e de fora do país e corrija este erro, deixe de politizar questões meramente econômicas e pare de reprimir empresas relevantes a fim de criar um ambiente justo e não discriminatório para companhias operarem e investirem normalmente mundo afora”, disse Wenbin.

A ByteDance, proprietária do aplicativo TikTok, através de comunicado à imprensa, afirmou que “rechaça essas alegações”. Na nota, a empresa também informou que “vem conversando com o governo dos EUA a fim de solucionar problemas que lhes eram apontados” e destacou que o Trump tentou interferir em negociações privadas.

Até o fechamento desta matéria, não conseguimos apurar o posicionamento oficial do WeChat, sobre o assunto.

(Com informações do TELE.SÍNTESE)

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