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Eleições 2020: Em clima de tertúlia familiar, Romero Rodrigues lança Bruno Cunha Lima à sua sucessão

Eleições 2020: Em clima de tertúlia familiar, Romero Rodrigues lança Bruno Cunha Lima à sua sucessão

Data de Publicação: 17 de agosto de 2020 09:18:00
Por Léo Mendes
Do CANAL 2N

Em evento muito assemelhado a uma tertúlia familiar ou a uma confraternização de futebol de pelada, o prefeito Romero Rodrigues (PSD) anunciou no início da tarde de sexta-feira (14) o nome do pré-candidato da situação a sua sucessão na prefeitura de Campina Grande.

Como já esperado, a escolha recaiu sobre o ex-vereador, suplente de deputado e ex-chefe de gabinete da própria prefeitura, Bruno Cunha Lima (PSD). O preterido Tovar Correia Lima (PSD) participou do evento e, em clima de batizado de criança, afirmou que já conversara com o prefeito, com o Cássio (Cunha Lima), com “Padim Ciço” e até com o “papagaio do vizinho” e que “agora é mais um dos muitos soldados” do “exército da salvação”.

Já o prefeito, como um mestre de cerimônia ou um animador de audotório, além de informar que conversou com todos os pretendentes e que pediu as devidas bênçãos “ex-governador Cássio”, como chefe maior do grupo, e de todos membros que compõem o arco de aliança que lhe dão sustentação, deixou a entender que fará da campanha uma espécie de plebiscito de sua administração.

Durante o evento, chamou atenção as gafes protagonizadas pelo dito, entre elas o fato de que, em vários momentos, ao mencionar ou referir-se a seu escolhido, citava o nome o nome do deputado Pedro Cunha Lima (PSDB). Mas não só, entre suas falas com pretensão a elogios, numa singular infelicidade, referiu-se ao “DNA de Bruno”, para critério para a escolha.

Tento imaginar que Romero Rodrigues estivesse tentando referir-se à inexistente carreira política de seu preferido; mas, em épocas de racismo tão deslavado, de humilhação a trabalhadores/as e de entregadores/as de pizza, de sentenças judiciais explicitamente de racistas, soa estranho vermos o prefeito mencionar tão inusitado critério para sua escolha.

Ao cabo e ao termo, ficou evidenciado que a oligarquia predominante dominante em Campina Grande está buscando a renovação de seus nomes para manter-se no poder; ficou também é claro que, até chegar ao anúncio do nome de seu candidato, as arestas foram devidamente aparadas: a até mesmo a vereadora Ivonete Ludgéro (PSD), que pouco antes bradava que não aceitaria a simples exclusão, estava presente e, eufórica, aplaudia até tosse!

Agora, com os nomes postos e os dados lançados, a campanha deve se intensificar, conforme declaração do próprio Bruno Cunha Lima que ele deixou claro que a campanha começava imediatamente e, a julgar-se por sua fala ao final da tertúlia, como típico dos ventos gospel-fascistóide que vêm marcando a política campinense nos últimos tempos, será marcada pelo discurso neo-oligárquico e com forte apelo religioso.

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