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STJ afasta Wilson Witzel (PSC) do governo do Rio de Janeiro

STJ afasta Wilson Witzel (PSC) do governo do Rio de Janeiro

Data de Publicação: 28 de agosto de 2020 07:58:00
Por Redação
Do CANAL 2N

Após surfar no sentimento da antipolítica e se eleger governador do Rio de Janeiro contra todas as expectativas, Wilson Witzel foi afastado do cargo por corrupção. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta sexta-feira (28), o afastamento imediato do governador Wilson Witzel (PSC) do cargo por irregularidades em contratos na saúde. O vice, Cláudio Castro, assume o governo do RJ, segundo informa o portal G1.

A ordem de afastamento é decorrência das investigações da Operação Placebo, em maio, e da delação premiada de Edmar Santos, ex-secretário de Saúde, que denunciou irregularidades na compra de equipamentos médicos durante a pandemia.

O STJ também expediu mandados de prisão contra o Pastor Everaldo, presidente do partido, e Lucas Tristão, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico. Havia mandados de busca e apreensão contra a primeira-dama, Helena Witzel, e no Palácio Guanabara.

Witzel orientou fornecedores do governo do Rio

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, usou o escritório de advocacia da esposa, Helena, para receber R$ 500 mil em propinas por contratos emergenciais no combate à epidemia do coronavírus. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o afasto de Witzel do cargo por irregularidades em contratos de saúde. Não há ordem de prisão contra ele. 

O empresário Mário Peixoto liderava um dos eixos do esquema de irregularidades em contratos de saúde e tinha como operador Alessandro de Araújo Duarte, que, de acordo com as investigações, tinha um email com uma planilha mostrando sete pagamentos de R$ 15 mil da DPAD Serviços Diagnósticos Limitada ao escritório da primeira-dama, todo dia 10 de cada mês, por 36 meses. O acordo teve início em agosto de 2019. A DPAD possui Duarte como sócio, mas seria uma empresa-satélite de Mario Peixoto,

Segundo a Polícia Federal, o esquema no governo Witzel foi dividido em três eixos: um liderado pelo presidente nacional do PSC, Everaldo Dias Pereira, o pastor Everaldo; um pelo empresário Mário Peixoto; e outro pelo empresário da área de ensino José Carlos de Melo, pró-reitor administrativo da Universidade Iguaçu (Unig).

Esquema de Witzel foi dividido em eixos comandados por Pastor Everaldo

Investigações da Polícia Federal apontaram que a organização criminosa, montada no governo do Rio de Janeiro, comandado por Wilson Witzel, foi dividida em três eixos: os braços liderados pelo presidente nacional do PSC, Everaldo Dias Pereira, o pastor Everaldo; pelo empresário Mário Peixoto; e pelo empresário da área de ensino José Carlos de Melo, pró-reitor administrativo da Universidade Iguaçu (Unig). O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou nesta sexta-feira (28) o afastamento de Witzel do cargo

De acordo com a força-tarefa, o advogado e ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão e o médico e ex-prefeito de Volta Redonda Gothardo Lopes Neto atuavam como os principais operadores, ligando Witzel ao esquema de desvios. O relato foi publicado no jornal O Globo

Wilson e Helena Witzel, esposa dele, o pastor Everaldo, Lucas Tristão, Gothardo e outros envolvidos foram denunciados no STJ por corrupção e lavagem de dinheiro. 

"Como se vê, é exatamente o mesmo grupo criminoso que está sob investigação. A diferença é que, limitado pelo foro constitucionalmente deferido aos governadores, o Ministério Público do Rio de Janeiro não quebrou os sigilos, não realizou busca e apreensão e não teve acesso a elementos de prova que claramente colocam Wilson José Witzel no vértice da pirâmide, atraindo, sem nenhuma dúvida, a competência do STJ."

Segundo as investigações, Peixoto foi o elo entre os esquemas Witzel e Cabral. O empresário manteve o esquema de corrupção do governo anterior e o ampliou ainda mais, montando uma rede de empresas de fachada.

Witzel também foi citado durante uma ligação entre o empresário Luiz Roberto Martins Soares, um dos principais alvos da operação, e o ex-prefeito de Nova Iguaçu Nelson Bornier. Os dois mencionaram a revogação de uma resolução conjunta das secretarias estaduais de Saúde e da Casa Civil que desqualificou o Instituto Unir Saúde para seguir à frente das UPAs do estado no ano passado.

O diálogo foi interceptado em 24 de março. Luiz Roberto Martins liga para Bornier para dar a notícia sobre o ato de revogação da desqualificação da OS UNIR: "Estou te ligando para te dar uma notícia boa". Bornier reage com um "hum" e Luiz Roberto segue "O zero 1 do palácio assinou aquela revogação da desclassificação da Unir".

(Com informações do Brasil 247)

 

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