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Governo da Morte: Bolsonaro corta auxílio emergencial e reduz salário mínimo

Governo da Morte: Bolsonaro corta auxílio emergencial e reduz salário mínimo

Data de Publicação: 2 de setembro de 2020 13:18:00
Por Redação
Do INTERSINDICAL

O governo genocida de Bolsonaro novamente joga os mais pobres na mira da morte ao cortar pela metade o já tão pequeno auxílio emergencial. 

Esse governo, que logo no início da pandemia se recusava a liberar recurso público para garantir a sobrevivência de milhões que estão desempregados e na informalidade, depois apresentou uma proposta indecente de R$200,00, mas só a partir da pressão dos sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais, o valor do auxílio emergencial chegou a R$600,00, o que ainda é muito pouco.

No dia de hoje, esse governo que não está preocupado com as mais de 120 mil vidas que se foram vítimas da COVID 19 e da negligência de seu governo e de sua conduta (o asqueroso ser que ainda está na presidência falou que as vacinas não devem ser uma obrigatoriedade, isso num momento em que o mundo busca a vacina que possa combater o vírus que já matou milhares e contaminou milhões) anunciou a redução do auxílio emergencial para R$300,00 que deve ser pago por mais 4 meses.

Como uma mãe e um pai trabalhador conseguirão pagar aluguel, luz, água e colocar comida em casa com apenas R$300,00?

Na véspera do anúncio do corte no auxílio emergencial, o governo se recusou a garantir o devido reajuste do salário mínimo. Em 2021 o salário mínimo será  no valor de apenas R$ 1.067,00, ou seja, para esse governo o que vale é arrochar ainda mais o salário mínimo e garantir mais medidas para que os patrões sigam com a carnificina nos salários, diretos e empregos.

Para Bolsonaro e seu ministro dos patrões, Paulo Guedes, as famílias que se virem e agradeçam o auxílio emergencial que significa tentar sobreviver com R$10,00 por dia. 

Num país em que mais da metade das pessoas já tentava sobreviver com menos da metade do salário mínimo em 2019, a proposta do governo em plena pandemia é impedir até a tentativa da sobrevivência ao cortar pela metade o auxílio que não é nenhuma concessão do governo, e sim um direito.

A desculpa para justificar o injustificável corte no auxílio emergencial é a de que não há recurso público para mantê-lo, mas o fato é que a desculpa se desfaz tão logo se vê que o governo liberou mais de R$ 1 trilhão para os bancos em financiamentos de empréstimos para grandes empresas, as mesmas que receberam bilhões em isenções de impostos, como no IPI e na folha de pagamento.

Enquanto beneficia o Capital que se aproveita da pandemia para aumentar a exploração com demissões em massa, redução de salários e direitos, o governo genocida de Bolsonaro segue lançando os trabalhadores na mira da morte, seja pelo vírus, quando nega a importância do isolamento, da criação de uma vacina e de investimento no SUS, seja pela fome, ao reduzir ainda mais o auxílio emergencial para quem nada tem.

Além de estarmos em unidade de ação com as demais organizações sindicais e populares para pressionar pela manutenção e ampliação do valor e das parcelas do auxílio emergencial é preciso fortalecer a luta nas ruas. A fome gera as mais básicas e legítimas revoltas, transformar a revolta em luta organizada em defesa da vida e dos direitos é tarefa urgente para enfrentar esse governo da morte capacho dos patrões.

(Com adaptações. Leia aqui o original aqui)

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