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Parasitas privilegiados, militares brasileiros tem um dos custos mais elevados do mundo

Parasitas privilegiados, militares brasileiros tem um dos custos mais elevados do mundo

Data de Publicação: 5 de setembro de 2020 19:27:00
Por Redação
Do CANAL 2N

Em reportagem assinada por Felipe Frazão, o portal de notícias TERRA mostrou que o Brasil, quando comparado com os países integrantes da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), maior aliança militar da história, fica entre as três nações com os maiores gastos com salários e pensões para militares, conforme estudo da Instituição Fiscal Independente (IFI).

Pelo levantamento divulgado na quinta-feira (3), que serve de base para o instituto - que é vinculado ao Senado -, o Brasil fica atrás apenas da Grécia e da Croácia, segundo dados de 2018. Entre as despesas, salários e pensões representaram 74,3% de todos os gastos. Considerando que o país não tem tradição bélica e pouco se envolveu em guerras ao longo de sua história, os dados demonstram que as Forças Armadas brasileiras são uma das mais caras do mundo. 

Esse custo chama ainda mais atenção no momento em que o Governo Federa está apresentando uma proposta de reforma administrativa que atingem quase todas as carreiras civis do Estado, mas deixa de fora os militares, como já havia ocorrido na reforma da Previdência, que praticamente extinguiu o sistema de aposentadoria criado pela Constituição de 1988. Aliás, a reforma previdenciária aprovada no ano passado,  as aposentadorias dos militares encampou diversos "penduricalhos" que, na prática, lhes aumentou salários e pensões.

Tentando justificar a diferença de tratamento entre servidores civis e os militares, o presidente Jair Bolsonaro, na sua live semanal, alegou que estes não recebem "hora extra, (...) Fundo de Garantia (e) não tem um montão de coisa. A estabilidade é com dez anos de serviço, não com três, está certo? Mas ninguém quer comparar nada não".

Gastos com pensões

O estudo da IFI apontoiu que o Brasil fica entre os paíse que mais gastam com o pagamento de pensões por morte de militares. E quando se desconsidera esse dado, ocupa o 9º lugar, na comparação com os membros da OTAN.

Desde 2014, os gastos com pessoal oscilou entre 77% e 82% do total da pasta. "O gasto com pessoal aumentou nos últimos anos após reajuste salarial aprovado no governo Michel Temer, ao passo que os investimentos em equipamentos estratégicos, como o blindado Guarani, o programa de submarinos nucleares (Prosub) e as corvetas Tamandaré, foram prejudicados por restrições orçamentárias e a imposição do teto de gastos", destaca a reportagem.

Tentativas de justificar

Procurado, o Ministério da Defesa informou que a despesa com pessoal se justifica devido ao acúmulo de funções desempenhas pelas Forças Armadas, citando, por exemplo, operações como a de abastecimento de água no semiárido do Nordeste e construção de estradas, transporte de órgãos e controle de tráfego, pelo Exército, e atendimento médico a populações ribeirinhas pela Marinha, na Amazônia.

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