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Milícia fascista judiciária contra-ataca: juiz ordena operação contra advogados

Milícia fascista judiciária contra-ataca: juiz ordena operação contra advogados

Data de Publicação: 9 de setembro de 2020 15:11:00
Por Redação
Do CANAL 2N

Na manhã desta quarta-feira (9), juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio, autorizou a Polícia Federal invadir escritórios e residências de diversos advogados e advogadas sob alegação de que fazirem parte de um suposto esquema de desvio de recursos do Serviço Social do Comércio (Sesc-RJ), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-RJ) e da Federação do Comércio (Fecomércio/RJ) entre 2012 e 2018.

Segundo o despacho do magistrado, que vem se colocando como herdeiro da milicianismo suprajudicial lavajatista, a operação é um desdobramento da delação de Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio/RJ. Dentre os alvos da delação está o atual presidente da OAB, Felipe Santa Cruz.

Outros alvos

Também foram incluídos na operação os escritórios Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, advogado de Lula; além dos escritórios do advogado Eduardo Martins, filho do futuro presidente do Superior Tribunal de Justiça, Humberto Martins, e de Tiago Cedraz, filho de Aroldo Cedraz, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). O escritório do ex-ministro do STJ César Asfor Rocha e seu filho Caio Rocha também invadido. Outros escritórios que sofreram invasão foram o de Ana Tereza Basílio, apontada como uma das chefes do esquema e os do advogado Fernando Hargreaves.

Também foram alvo da operação escritórios de advogados/as conhecidos/as por sua atuação como lobistas, destre estes estão o de Frederick Wassef, advogado do clã Bolsonaro, que ficou famoso por ter escondido ex-PM Fabrício Queiroz, operador do esquema de desvio de dinheito público no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeir (ALERJ), e o de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. 

Esquema no Sistema S no Rio de Janeiro

A operação, denominada E$quema S, investiga desvios de recursos no Sistema S do RJ supostamente coordenados por escritórios de advocacia no Rio e em São Paulo, entre eles, o do atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, um dos objetos da delação de Orlando Diniz, que o acusou de ter recebido cercsa R$ 120 mil para sua campanha de reeleição à OAB/RJ em 2014.

As reações

Felipe Santa Cruz, atualmente presidente da OAB nacional, divulgou nota ainda na terça-feira (8) em que refuta a delação de Diniz.

Segundo Santa Cruz, trata-se de uma retaliação uma vez que, numa ação em que representou o Sesc-RJ junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), conseguiu condenar Orlando Diniz a devolver R$ 58 milhões aos cofres da entidade que presidiu. 

A nota Santa Cruz destaca que “O presidente do Conselho Federal da OAB, Felipe Santa Cruz, rechaça com veemência as ilações mentirosas dessa delação fantasiosa. Ressalta que nunca pediu qualquer tipo de apoio para campanha da Ordem ou negociou qualquer serviço com o senhor Orlando Diniz. Tais mentiras só podem ser interpretadas como retaliação à ação do dr. Felipe Santa Cruz como advogado do SESC e do SENAC/RJ em processo no TCU, justamente pedindo ressarcimento dos danos causados pelo delator às organizações – processo esse em que esse senhor foi condenado a devolver mais de R$ 58 milhões aos cofres do Sesc e do Senac estaduais por um convênio ilegal. Está clara a intenção de destruir reputações para tentar escapar de penas pesadas às quais são submetidos aqueles que, como o pretenso delator, cometem crimes”.

(Com informações do Brasil 247)

 

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