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Desgoverno Bolsonaro mostra resultados: desemprego cresce, educação agoniza e déficit público dispara

Desgoverno Bolsonaro mostra resultados: desemprego cresce, educação agoniza e déficit público dispara

Data de Publicação: 24 de setembro de 2020 07:27:00
Por Redação
Do CANAL 2N

Nesta quarta-feira (23), dados divulgados por diversas instituições públicas e/ou privadas apresentaram números desastrosos tanto em relação à economia como no que se refere ao desenvolvimento social.

Aumento do desemprego

Um deles, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra o desemprego batendo recorde no Brasil de Bolsonaro: em agosto, o Brasil atingiu cerca de 12,9 milhões de desempregados; foram 2,9 milhões a mais que o registrado no começo de maio; correspondendo a um aumento de 27,6% no período.

Esses números significam que a taxa de desocupação ficou em 13,6%. A região Nordeste, com 15,7%, apresenta os piores índices; seguida pelo Norte, com 14,2%, e pelo Sudeste, com 14%. Centro-Oeste (12,2%) e o Sul (10,0%) tiveram taxa inferior à média nacional. Esta, aliás, apresentar uma queda da taxa de desemprego entre julho e agosto.

Em clara negação da realidade e tentando transferir responsabilidades, o presidente Jair Bolsonaro, no discurso apresentado remotamente na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), nessa terça-feira (22), responsabilizou governadores e prefeitos pela crise e voltou a defender a reabertura da economia. Em suas palavras: "Alertei em meu país que tínhamos dois problemas: vírus e emprego. Ambos devem ser tratados simultaneamente".

Analistas, entretanto, lembram que, mesmo antes da pandemia, o país já cambaleava na economia: o PIB, por exemplo, cresceu apenas 1%, em 2019, e, pelos menos até agora, governo ainda não apresentou um projeto de recuperação econômica.

Déficit público dispara

Outro dado divulgado nesta quarta-feira (23) que sinaliza um agravamento da crise econômica se refere ao crescimento do déficit nas contas públicas. Pelos números, a relação entre receitas e despesas do governo federal sofre uma revisão para baixo.

Em primeiro lugar, pelo aumento de despesas (mais R$ 63 bilhões, por exemplo, devido a extensão do auxílio emergencial); aliás, já esperada. Mas, também há uma previsão para redução das receitas (algo próximo a R$ 10 bilhões). Isso resultaria num total de R$ 74 bilhões para o déficit previsto, chegando a R$ 861 bilhões.

A situação deve se agravar quando forem adicionados os números das contas públicas de estados e municípios, que também compõe o déficit público. Estas deverão chegar perto de R$ 1 bilhão, o que elevará o déficit público para cerca de 13% do PIB.

A educação agoniza

Para complementar o quadro geral de desgoverno, a incompetência e a irresponsabilidade predominantes no Ministério da Educação (MEC), paralisou os repasses de um empréstimo de US$ 250 milhões do Banco Mundial para investimentos na melhoria do ensino médio no Brasil.

Os recursos estavam previstos no contrato entre o bando e o governo brasileiro e prever desembolsos a partir dos resultados apresentados. Entretanto, a má gestão da pasta vem impedindo as ações que visam alcançar as metas definidas, o que levou à suspensão o repasses de US$ 72,5 milhões previstos.

(Com informaçõe do Brasil 247. do DCM e do Tijolaço)

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