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O sonho acabou?

Data de Publicação: 9 de novembro de 2020 09:28:00
Por Léo Mendes
Do CANAL 2N

Lá pelos idos de março ou meados de abril deste ano, quando ainda se iniciava o processo eleitoral e os partidos ainda viviam os debates, negociações e as desavenças internas acerca dos caminhos e opções a seguir, se instalou um diversas siglas partidárias, em Parauapebas (e em muitos outros municípios), a discussão sobre a influência e o peso das candidaturas majoritárias (prefeitos/as) sobre as proporcionais (vereadores/as).

Um exemplo da intensidade desses debates foi o PT, onde as discussões em torno da candidatura própria perduraram até o partido submeter-se ao projeto de reeleição do prefeito Darci Lermen (MDB). Até então, a maioria dentre seus filiados/as defendiam a candidatura majoritária própria como forma de fortalecer as candidaturas para a Câmara Municipal. (Aliás, frise-se, o acordo entre o partido e o prefeito foi “de cúpula”, “às portas fechadas”. Há quem diga que “foi ordem de cima”, isto é, do Diretório Estadual.)

Agora, a alguns dias do pleito, as pesquisas eleitorais (aqui e aqui) dão indicativos de que o “sonho petista” de conseguir ao menos uma vaga na Casa Legislativa municipal pode ter acabado. E talvez vire um pesadelo, pois, como diz um ditado popular: “derrotas não têm pai... e nem mãe”!

O sonho parece também ter acabado para a já quase ex-vereadora Joelma Leite (atual PL?). Há mais ou menos um ano, a nobre parlamentar se apresentava como alternativa viável à prefeitura de Parauapebas. Se não para o presente, certamente para o futuro. Ao cabo e ao termo, hoje não sabemos se seu projeto era sonho ou pesadelo, se era aposta ou blefe. Fato é que, como tudo que era sólido, suas pretensões se desmancharam no ar, parafraseando Marx.

Sem querer ofender, Joelma Leite se transformou na Viúva Porcinha da política de Parauapebas: isto é, a que não foi, mas poderia ter sido. Ou a que poderia ter sido, mas não foi! “Era vidro e se quebrou”!

E não só! Outros sonhos (ou pesadelos, dependendo do ponto de vista) políticos movem-se em Parauapebas. Um deles é o do PROS de garantir o controle da Câmara de Vereadores ocupando pelo menos 4 cadeiras. Caso se concretize, o partido se tornará hegemônico em nível municipal, com condições de pautar politicamente a próxima administração e “sonhar” com a sucessão em 2024. Tá longe? Tá! Mas, sonhar não é proibido! Ora, pois!

Enquanto o PROS acalenta seus projetos de grandeza, o “sonho” de Valmir Mariano (PSD) de retornar à prefeitura, ao que tudo indica, esvaiu-se no pesadelo de um ocaso político triste e moribundo. Incapaz de abrir-se, de transigir, de negociar e, às vezes, mesmo de sorrir, as eleições em tempos de pandemia “contaminou” sua campanha, adoeceu seu discurso e levou seus votos (se os tinha). Agora, mais que sonhar em voltar a ser prefeito “seu Valmir” corre sério risco de ser superado por Júlio César (PRTB), “o novo vassourinha” (ou “balinha”?), enterrando de vez sua carreira política.

As pesquisas mais recentes não deixam margem a dúvidas: muitos sonhos estão se acabando.

“The dreams over!”

(O autor é historiador e professor de História)

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