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Perícia comprova que atentado contra o candidato Júlio César foi uma farsa

Perícia comprova que atentado contra o candidato Júlio César foi uma farsa

Data de Publicação: 11 de novembro de 2020 14:58:00
Da Redação
Canal 2N

Através de coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (11), na sede do Batalhão da PM, em Parauapebas, a Polícia Civil apresentou laudo do Instituto Renato Chaves desmontando toda a farsa do suposto atentado contra o candidato a prefeito Júlio César (PRTB).

Conforme laudo, exposto pelo perito Waldiney Pedra Gurgel, os relatos e testemunhos tanto do próprio Júlio César como de seus acompanhantes não batem com os resultados da perícia científica.

Segundo constatou o Instituto, Júlio César e seus acompanhantes mentiram em seus depoimentos ao relatar os eventos que marcaram o suposto atentando, o que, aliás, se constitui crime de obstrução da Justiça e de falsa denunciação.

A principal incongruência entre os depoimentos e o laudo da Polícia Civil diz respeito à velocidade da camionete em que se encontrava a suposta vítima. Nos depoimentos, as tais testemunhas afirmam que estavam a uma velocidade de mais ou menos 80 km/hora; a perícia, entretanto, provou, pelo exame de balística e reconstituição dos fatos, conforme os ângulos dos tiros no para-brisa, que a camionete não poderia estar acima de 9 km/h. O mais provável é que estivesse parada.

Outro ponto que chamou atenção é que tanto a suposta vítima como as ditas testemunhas, que lhe acompanhavam, afirmaram terem sidos perseguidos por outro veículo do que supostamente teriam partido os tiros, o que foi contestado pela perícia. Segundo esta, o atirador estaria, muito provavelmente, parado ao lado da camionete quando efetuou os disparos.

Da esquerda para a direita: perito Walldiney Pedra Gurgel, delegado Walter Resende e o diretor do CPCRC, Celso Mascarenhas

Ao final da coletiva, o delegado-geral do estado, Walter Rezende, ao responder os questionamentos dos jornalistas presentes, afirmou que Júlio César e as demais testemunhas deverão ser novamente convocados para prestar esclarecimentos e, se comprovada a simulação, serão devidamente processados e responsabilizados, inclusive, pelos custos do erário público com todas as etapas das investigações e do processo.

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