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Os vencedores, os derrotados, o aventureiro...

Os vencedores, os derrotados, o aventureiro...

Data de Publicação: 24 de novembro de 2020 20:02:00
Por Léo Mendes
Do CANAL 2N

Os resultados das eleições 2020, em Parauapebas, consolidaram uma perceptível divisão política: nitidamente, a cidade, do ponto vista político, está dividida entre os vencedores, os derrotados e um aventureiro.

Obviamente, o grande vencedor foi o prefeito Darci Lermen (MDB). A coalização político-partidária por ele liderada é, atualmente, hegemônica: além da vitória esmagadora de sua recandidatura, fez 14 dos 15 vereadores; e o único vereador eleito pela oposição, dificilmente, acordará no mesmo lugar, no dia de sua posse.

Também é indiscutível que, dentre os partidos políticos, o PROS é o grande vencedor, pois, além de fazer 4 vereadores, ultrapassou a barreira dos 21 mil votos, o equivalente a mais de 16% dos válidos nas proporcionais.

Somando-se isso à capacidade financeira de agregar apoios de seu presidente municipal, o empresário Branco da White, o partido saiu muito maior do que entrou na disputa; deverá presidir a Câmara de Vereadores e lançar pelo menos um nome a deputado estadual com chances reais de ser eleito. Na prática, o PROS se transformou num poder paralelo no município.

Do outro lado, tivemos também grandes derrotados. Primeiro deles, por óbvio, foi o ex-prefeito Valmir Mariano (PSD), que se mostrou incapaz de aglutinar apoios e amealhar votos: seu ocaso político é inexorável; e ter ficado em terceiro lugar o demonstra cabalmente.

O segundo grande derrotado foi Marcelo Catalão (Avante) ficando atrás de Hipólito da H2 (Patriota). Aliás, Catalão se transformou num clássico caso de quem “deixou um baio lhe passar selado em trote manso”, sendo, inclusive, um peso para sua chapa proporcional, que, ao termo, não conseguiu eleger ninguém, mesmo com a espetacular votação de Michel Carteiro.

Mas, entre todos os derrotados, o caso da vereadora Joelma Leite (PL) foi o mais desastroso vez que se constitui numa auto imolação política: na prática, a nobre parlamentar cometeu um “suicídio político”, se me permitem a crueza da linguagem! Com um futuro promissor, optou por um passado deprimente e sem memória.

De resto, sobrou-nos um aventureiro que se mostrou capaz de tudo e um pouco mais: de, supostamente, forjar um atentado contra si até a atacar a arte a pretexto de falso moralismo tacanho e preconceituoso que beira o mau-caratismo puro e simples.

Suas ações, embora reprovadas por grande parte da sociedade de Parauapebas, nos acende um sinal vermelho, que, aliás, nos remete ao alerta da ministra Carmem Lúcia: “a ousadia dos irresponsáveis é tamanha que os aproxima dos criminosos”.

Pois é, entre os vencedores e os derrotados, temos um aventureiro e também um alerta!

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