Português Italian English Spanish

Butantan: índice de eficácia da CoronaVac é superior a 50%

Butantan: índice de eficácia da CoronaVac é superior a 50%

Data de Publicação: 24 de dezembro de 2020 08:46:00
Por Redação
Do BRASIL 247

Reuters - A vacina contra o coronavírus CoronaVac atingiu um nível de eficácia superior a 50% nos testes clínicos, acima do mínimo necessário para que seja solicitado o registro junto à Anvisa, afirmou nesta quarta-feira o Instituto Butantan, mas o aguardado anúncio do percentual exato de eficiência foi adiado pela terceira vez.

Esperava-se para esta quarta-feira a divulgação do índice de eficácia da vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac e testada no Brasil pelo Butantan, com o posterior pedido de autorização de uso emergencial junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas a solicitação também foi adiada.

Segundo o presidente do Butantan, Dimas Covas, a Sinovac solicitou prazo adicional de 15 dias para divulgação exata dos dados de eficácia para que o anúncio seja feito em conjunto com os resultados de testes realizados em outros países.

As autoridades paulistas garantiram, no entanto, que a eficácia da vacina ficou acima dos 50% exigidos para que uma vacina seja considerada eficiente.

“Atingimos a superioridade da eficácia da vacina com índices exigidos pela Anvisa e Organização Mundial de Saúde (OMS)”, disse o secretário de Saúde paulista, Jean Gorinchteyn, em entrevista coletiva.

Segundo o secretário, o pedido de uso emergencial à Anvisa que estava previsto para esta quarta será apresentado depois que a Sinovac consolidar os dados para que se tenha um índice de eficácia único da vacina.

As autoridades paulistas garantiram, no entanto, que a eficácia da vacina ficou acima dos 50% exigidos para que uma vacina seja considerada eficiente.

“Atingimos a superioridade da eficácia da vacina com índices exigidos pela Anvisa e Organização Mundial de Saúde (OMS)”, disse o secretário de Saúde paulista, Jean Gorinchteyn, em entrevista coletiva.

Segundo o secretário, o pedido de uso emergencial à Anvisa que estava previsto para esta quarta será apresentado depois que a Sinovac consolidar os dados para que se tenha um índice de eficácia único da vacina.

“Com base nos dados que temos já podemos dar entrada na Anvisa, mas estamos respeitando os trâmites burocráticos para termos um resultado igualitário e isonômico”, afirmou.

“Nossa meta era que fosse superior a 50%”, disse. “Eles (Sinovac) entenderam que, termos eficácia superior a isso, mas diferente de dados onde a vacina está em uso, merece uma reavaliação. Não pode ter uma eficácia aqui, outra lá. A Sinovac quer que todos os dados sejam iguais.”

Inicialmente, a previsão das autoridades de saúde de São Paulo era de anunciar a primeira leitura da eficácia da vacina na primeira semana de dezembro. A data foi adiada para 15 dezembro e, posteriormente, transferida para esta quarta.

Apesar do atraso, as autoridades paulistas mantiveram a previsão de iniciar a vacinação com a CoronaVac em 25 de janeiro, conforme anunciado no início do mês.

Mais de 3 milhões de doses da CoronaVac já estão no Brasil e, até o final do ano, o Butantan afirma que terá no país 10,8 milhões de doses do imunizante.

A previsão do Butantan é de ter em janeiro 46 milhões de doses da vacina --aplicada em duas doses com intervalo de duas semanas entre elas. Para o mês de maio, a estimativa é de ter no Brasil 100 milhões de doses.

O Ministério da Saúde afirmou na semana passada que incluirá toda a produção da CoronaVac no Brasil --o Butantan está envasando o potencial imunizante em suas instalações - no Programa Nacional de Imunizações (PNI), desde que ela seja registrada pela Anvisa. (...).

(Com adaptações - Original aqui)

  Seja o primeiro a comentar!

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Envie seu comentário preenchendo os campos abaixo

Nome
E-mail
Localização
Comentário