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Darci vence em 2020, mira em 2022, pra acertar 2024

Darci vence em 2020, mira em 2022, pra acertar 2024

Data de Publicação: 26 de dezembro de 2020 11:17:00
Por Leo Mendes
Do CANAL 2N

A vitória incontestável do prefeito Darci Lermen (MDB) nas eleições de 2020 evidenciou a hegemonia política de seu grupo, sem precedentes, em Parauapebas. (Talvez, algo semelhante, mas não nas proporções atuais, tenha se dado na época do domínio político dos Mesquita-Salmen. Talvez.)

Essa vitória também trouxe alguns problemas e antecipou outros.

De imediato, a formação do novo secretariado e a composição da Mesa da CMP são os mais evidentes. Isso se deve a duas coisas! A primeira diz respeito ao enorme arco de alianças montado para dar sustentação à reeleição: contemplar 14 partidos em uma prefeitura, mesmo das dimensões de Parauapebas, não é fácil. E, se for atender às exigências dos ditos, é perigoso, politicamente falando.

O segundo está relacionado à hipertrofia eleitoral do PROS: com 4 vereadores (maior bancada municipal) e mais de 21 mil votos, somados à força econômica de seu presidente municipal, o empresário Branco da White, o partido se agigantou e, agora, não só exige mais espaço na administração como ainda pode reivindicar a presidência da Mesa da CMP.

Com isso, mesmo sendo um aliado de primeira hora, a agremiação pode se transformar num poder paralelo e, nos curto (2022), médio (2024) e longo (pós-2024), num concorrente, se não num adversário, e/ou numa ameaça política à liderança do reeleito alcaide.

Esses problemas antecipam não apenas a questão eleitoral de 2022, uma vez que se algum nome se destacar na próxima eleição (e nem precisará ser eleito, basta que tenha uma votação expressiva) se tornará um potencial candidato à sucessão em 2024 de Darci Lermen e pode se transformar numa liderança política a sombreá-lo. (O excesso de “se” é intencional – base para a análise reflexiva.)

Essa conjuntura, que finaliza um ano (2020) extremamente promissor para Darci Lermen, servirá para pôr à prova sua capacidade de liderar seu próprio núcleo político e evitar, como já aconteceu com outros grupos, a autofagia política de seus liderados o que poderá resultar numa dupla derrota eleitoral: ou seja, tanto em 2022 quanto em 2024.

Dizem que Getúlio Vargas afirmava que “o adversário de ontem pode ser o aliado de hoje; e o aliado de hoje, o adversário de amanhã”; ou vice-e-versa! Pois é, a história está aí para nos ensinar e nos servir de exemplo!

(O autor é historiador e profssor de História)

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