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Casos de Covid-19 voltam a crescer em Parauapebas

Casos de Covid-19 voltam a crescer em Parauapebas

Data de Publicação: 30 de dezembro de 2020 11:30:00
Por Sinvaldo Braga
Do Canal 2N

Nos últimos dias a Secretaria de Saúde de Parauapebas tem divulgado números preocupantes nos boletins diários de infectados com o novo Coronavírus.

Para os mais atentos, ficou evidente que a cidade entrou numa segunda onda: de uma média de 46 casos por dia na primeira quinzena de dezembro, saltamos para uma média de 68 casos nos últimos dias do ano. Ontem foram confirmados mais 82 novos infectados. Os números demonstram um aumento de 48%, sem contar que voltamos a contabilizar óbitos.

Depois de todo o mês de novembro sem registrar nenhuma morte, dezembro já conta com 7 vítimas fatais da Covid-19 notificadas.

Soma-se a esses dados a redução pela metade no número de testes diários realizados pela prefeitura e Vale (antes eram mais de 1.000, hoje são pouco mais de 500) e podemos concluir que o número de casos diários, sendo conservador, já devem estar em mais de 100.

É lamentável que a Secretaria de Saúde de nosso município tente passar uma situação de quase normalidade onde não há. Na tentativa de não criar pânico e atrapalhar as festas de natal e reveillon, dão ênfase a números que não têm a menor importância.

Ora, para que serve, do ponto de vista da saúde pública, saber que mais de 210 mil testes foram aplicados, se uma pessoa pode ter sido testada negativa em um dia e se infectar no dia seguinte?

Nem mesmo o número de recuperados tem mais relevância, já que os casos de reinfecção foram confirmados pela Fiocruz e outros institutos estrangeiros, ou seja, o indivíduo que já se infectou e acha que está imune, pode voltar a ficar doente com uma nova cepa do vírus que esteja em circulação.

Todos os especialistas alertam que a situação deve piorar cada vez mais nos próximos meses com um novo pico de casos e mortes em março.

Os gestores públicos têm o dever moral e ético de alertar a população do risco de morte que cada cidadão está correndo. Não é publicando boletins com acrobacias numéricas que o vírus deixará de infectar e matar pessoas.

No entanto, não posso deixar de registrar a importância da iniciativa do prefeito Darci Lermen em tentar comprar vacinas para a imunização da população o mais rápido possível. Essa é uma atitude que salvará vidas e merece aplausos.

Mas é igualmente importante que o prefeito alerte a população que a vacina não livrará Parauapebas da segunda onda.

Os laboratórios que desenvolveram as vacinas informam que a imunização total das pessoas que a tomam ocorre apenas uma semana após a segunda dose, que é ministrada em média 20 dias após a primeira.

Disso podemos concluir que, mesmo que a negociação do prefeito com o Instituto Butantan tenha êxito e a população de Parauapebas comece a ser vacinada no fim de janeiro ou início de fevereiro, a imunização dos primeiros sortudos (enfermeiros, médicos, idosos e etc.) só ocorreria em meados de março.

Devido ao presidente do Brasil escandalosamente sabotar todas as medidas de combate ao vírus, inclusive a compra de vacinas, é possível que, para os demais cidadãos de Parauapebas, a imunização pela vacina só seja uma realidade em junho ou julho.

Até lá, muitos outros já terão se infectados e outros tantos morrerão. Infelizmente.

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