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CoronaVac: como eficácia da vacina se compara a outros imunizantes já aplicados no Brasil?

CoronaVac: como eficácia da vacina se compara a outros imunizantes já aplicados no Brasil?

Data de Publicação: 14 de janeiro de 2021 09:01:00
Da Redação
Do Canal 2N

Como se não bastasse o martírio de estarmos vivendo uma pandemia de um vírus que já matou 206 pessoas em Parauapebas, ainda temos que suportar um presidente da república fazendo piada com o árduo trabalho de nossos cientistas que atuam no Butantan com um único objetivo: salvar vidas.

A Coronavac é uma vacina produzida em solo nacional e demonstrou em testes que tem, sim, a capacidade de nos tirar dessa terrível situação. Tem a capacidade evitar que mais nenhum parauapebense perca sua vida para essa doença.

O Canal 2N reproduz matéria da BBC News que confirma: o debate gerado em torno da tal eficácia global da vacina Coronavac é produto do total desconhecimento de uns e caráter de outros.

A matéria completa você pode conferir clicando aqui. Sem mais delongas, vamos às partes mais esclarecedoras da reportagem:

André Biernath - Da BBC News Brasil em São Paulo

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Nos testes de fase 3, 85 voluntários do grupo vacinado e 167 do grupo placebo tiveram a covid-19. Esses números revelam, portanto, uma taxa de eficácia de 50,38%.

No trabalho do Butantan, os casos foram divididos de acordo com a sua gravidade: desde aqueles muito leves, que não requerem nenhum cuidado, até os mais graves, que exigem internação em unidade de terapia intensiva (UTI).

Outra observação importante da pesquisa foi que a CoronaVac se mostrou capaz de evitar os quadros moderados ou graves da infecção pelo coronavírus.

Pelas informações disponíveis até o momento, houve uma redução de 78% nos casos leves, que necessitam de algum tipo de assistência médica.

Do ponto de vista de saúde pública, os especialistas acreditam que isso pode ter um enorme impacto. Afinal, uma redução da taxa de internações (e, por consequência, de óbitos) pode representar um alívio imenso durante uma pandemia.

Já de uma perspectiva individual, os dados da CoronaVac indicam que ela teria a capacidade de transformar uma doença potencialmente fatal numa infecção mais branda e fácil de ser manejada.

E isso, como você verá a seguir, é um racional que se aplica a diversas outras vacinas que já temos disponíveis contra outras doenças.  

(...) 

Existe uma série de outras vacinas que fazem parte do Programa Nacional de Imunização cuja eficácia não chega nem perto dos 90%.

As vacinas que protegem contra rotavírus, influenza, coqueluche e catapora são exemplos disso.

Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), lembra que o rotavírus, agente que afeta o intestino e provoca diarreia, era um verdadeiro pesadelo no Brasil. "Não tinha uma criança que chegava aos dois anos de vida sem ter sofrido ao menos um episódio dessa infecção", relata.

A vacina, disponibilizada no país a partir de 2006, modificou totalmente esse cenário. Hoje em dia, os surtos são muito raros no país.

Detalhe: a eficácia da vacina contra o rotavírus fica entre 40 e 50%. "No entanto, ela tem a capacidade de evitar os quadros graves da doença, que podem levar a hospitalização e até a morte", completa a médica.

O mesmo se aplica a outros imunizantes, como aqueles que protegem contra influenza, coqueluche e catapora.

No caso da campanha contra gripe, a formulação da vacina muda a cada nova temporada, de acordo com as cepas do vírus que estão em maior circulação naquele outono/inverno.

Em alguns anos, a taxa de eficácia das doses usadas nas campanhas anuais nem alcança os 40% (em anos "bons", varia entre 60 e 90%).

Porém, ao evitar o agravamento do quadro, especialmente em grupos vulneráveis como os idosos, uma estratégia de vacinação ampla contra o influenza impede que a doença mate muita gente e tenha impacto grande demais para a capacidade do sistema de saúde.

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