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Daniel Silveira, o inferno astral de um fascista

Daniel Silveira, o inferno astral de um fascista

Data de Publicação: 20 de fevereiro de 2021 07:37:00
Por Redação
Do CANAL 2N

Depois de ter sua prisão decretada, na noite de terça-feira (16), pelo ministro Alexandre de Moraes, por ameaça à ordem democrática e ao STF, inclusive de agressão física e moral aos ministros Edson Fachin e Gilmar Mendes, respectivamente, o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), está vivendo um verdadeiro inferno astral.

Habitual transgressor, ainda na noite de sua prisão, o deputado bolsonarista ameaçou, com gritos e impropérios, a agente policial do IML que lhe exijiu o uso da máscara; depois, na tarde da última quinta feira (18), quando levado à audiência de custódia, que, aliás, o manteve preso, foram encontrados dois aparelhos celulares durante revista regular em sua cela.

Abadonado pela famíli(ci)a

Pareceiro de peripécias fascistóides dos Bolsonaro, Silveira foi eleito pela onda bolsonarista e era (ou, pelo menos, assim se dizia) considerado um dos bandidos de estimação da familícia, ao lado do "sumido" Fabrício Queiroz, ex-chefe do gabinete e operador do esquema de desvio de recursos públicos ("rachadinhas") do filho 01, e atual senador, Flávio Bolsonaro.

Silveira era tratado como porta-voz e "cão-de-guarda" da familícia presidencial e, por isso, muitos analistas politicos acreditavam que receberia proteção dos Bolsonaro ou ao menos que ele assim a esperava quando se dispôs a ameaçar o STF e defender a implantação de nova ditadura militar.

Entretanto, orientados por aliados na Congresso Nacional, os Bolsonaro o abandonaram à prória sorte: praticamente nenhum dos membros da familícia o defendeu publicamente, o despresidente o ignorou na sua "live" da última quinta-feira (18) e o filho 02, conhecido como Carluxo e vereador na cidade do Rio de Janeiro, através de suas redes sociais, limitou-se a informar que sentiu "dor de barriga" (sic).

Deputados votam pela prisão

Na noite desta sexte-feira (19), a Câmara dos Deputados se reuniu para deliberar sobre a manutenção ou não da prisão do deputado carioca. Durante a sessão, o deputado metido a valentão, especialmente contra mulheres e placas de rua, arregou e pediu desculpas aos ministros do STF, jurou de pés juntos que "nunca quis ofender ninguém, que é um democrata e contra a ditadura e o AI-5". Faltou apenas ajoelhar-se!

Apesar disso, não houve jeito: por 364 contra 130, os/as parlamentares aprovaram o relatório da deputada Magda Mofatto (PL-GO), que defendeu a manutenção da prisão de Daniel Silveira, resultado considerado uma prévia do processo de sua cassação, cujo pedido já foi protocolado pelos partidos de esquerda e centro-esquerda.

Agora, resta ao deputado preso esperar o relaxamento de sua prisão e outras medidas restritivas às quais deverá ser submetido, entre elas, o uso de tornozeleira, o impedimento de acesso às redes sociais e o distanciamento da sede e dos ministros do STF.

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