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Em tempos sombrios, um alento: o Festival Campinense de Música Autoral

Em tempos sombrios, um alento: o Festival Campinense de Música Autoral

Data de Publicação: 1 de março de 2021 10:43:00
Por Léo Mendes
Do CANAL 2N

Em tempos de discursos e práticas de intolerância, de difusão de manifestações culturais de massa de qualidade, digamos, um tanto duvidosa e/ou de uma certa probreza arística e de mal gosto estético, as artistas e musicistas Lua Alves e Vivi Stayner, com apoio do Ponto de Cultura CineTeatro São José e da Fundação Estadual de Cultura (FUNESC), realizaram, na noite deste domingo (28), o Festival Campinense da Música Autoral.

(Vivi Stayner e Lua Alves - idealizadoras do FCMA)

Com transmissão ao vivo da TV FUNESC (YouTube), o evento apresentou 13 músicas de autores campinenses, alguns já com carreira e reconhecimento artístico na cidade, como são os casos de Adília Uchôa, Beto Cabeça, Pepysho Neto e Severo Ramos. Outros, de talento indiscutível, viram no festival uma oportunidade de mostrar ao grande público seus trabalhos autorais, como nos casos de Thiago Cruz, Banda Rota 104, Jessica Melo, Sammy Silva, Jéssica Preta, MC Turmalina e Carlos Perê e as idealizadoras do evento, Vivi Stayner e Lua Alves.

Em conversa com o CANAL 2N, Vivi Stayner contou como surgiu a ideia de realizar o festival. "Surgiu após um bate-papo meu e Lua Alves. Na ocasião, conversávamos a respeito do núcleo de artistas de João Pessoa, que sabem se organizar, e criavam constantemente eventos para se apoiarem e se apresentarem. Observamos também a dificuldade dos artistas campinenses se inserirem nesses eventos, devido essa competição sem nexo entre entre as duas cidades.  Então, decidimos em criar um festival que contemplasse especificamente músicos de Campina Grande, valorizando a música autoral", relatou.

Stayner também explicou como o evento foi organizado: "Essa primeira edição foi pensada, planejada, organizada e produzida por nós, Lua Alves e Vivi Stayner. Tivemos na Equipe de Apoio: Moema Vilar, que fez a ponte com a FUNESC, e Sammy Silva, responsável pela divulgação nas redes sociais. A identidade visual foi criada por mim, bem como todas os cards de divulgação. A edição do vídeo do Festival foi realizada por Lua Alves. A TV FUNESC transmitiu o Festival em seu canal no YouTube".

O CANAL 2N apurou que, nesta primeira edição, os 13 artistas campinenses participaram através de convite da organização do Festival; mas que, para as próximas edições, o evento será aberto a artistas/compositores que moram/nasceram em Campina Grande, cidades vizinhas ou seus respectivos distritos, com seleção através de inscrição pela rede internacional de computadores (vide cartaz abaixo).

 

Lua Alves, uma das idealizadoras, destacou: “Pensamos em outras ações e eventos que integrem toda a Paraíba e em uma perspectiva otimista. Quem sabe, um evento que atinja o Brasil todo. O que queremos, no momento, é fortalecer a cena autoral de nossa cidade, mas desejamos realizar eventos mais abrangentes. Nossa bandeira é o autoral.”

"Quanto ao festival, ficamos surpresas com todo o apoio que o evento recebeu e agradecemos, especialmente aos apoiadores culturais, que foram: CineTeatro São José, FUNESC, Governo do Estado da Paraíba, TV Nordestina (através dos programas “Nordeste Dversos” e “Gente da gente”), TV Itararé, Tabajara FM, Correio Cultural Paraíba, WSCom e Espaço Terapêutico Ipê", finalizou.

A qualidade do evento e dos artistas pode ser avaliada pela transmissão da TV FUNESC, que disponibilizamos a seguir:

 

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