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Bolívia dá exemplo e determina prisão dos líderes golpistas

Bolívia dá exemplo e determina prisão dos líderes golpistas

Data de Publicação: 13 de março de 2021 11:43:00
Por Lucas Rocha
Do REVISTA FORUM

Jeanine Áñez, ex-ditadora da Bolívia que assumiu o poder após o golpe de Estado que derrubou o ex-presidente Evo Morales, foi presa nesta sexta-feira (12) na província de Beni, após a Procuradoria Geral emitir ordem de prisão contra ela, ex-ministros e comandantes militares.

O pedido da procuradoria está ligado ao golpe de 2019, que levou a ex-senadora Áñez ao poder sem qualquer previsão constitucional. Os citados são acusados de sedição e terrorismo, entre outros crimes.

Após a ruptura democrática, ocorreram dois massacres contra povos indígenas (Sacaba e Senkata) no país e ao menos 30 pessoas foram mortas, além de dezenas de desaparecidos e centenas de feridos. Esses fatos são denunciados pela Defensoria Pública da Bolívia e pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a CIDH.

A ex-ditadora [foi candidata] nas eleições regionais do último domingo (7), mas acabou ficando em terceiro lugar na disputa pelo governo de Beni.

Pelo Twitter, ela criticou a ordem de prisão. “A perseguição política já começou. O MAS decidiu voltar aos estilos da ditadura. Uma pena porque a Bolívia não precisa de ditadores, precisa de liberdade e soluções”, escreveu.

Vídeos publicados por jornalistas e veículos independentes mostram que há forte presença policial no entorno da casa da ex-senadora e que populares foram ao local para presenciar o momento.

Além da ex-presidenta de fato, a procuradoria pediu a prisão dos ex-ministros Arturo Murillo (Governo), Luis Fernando López (Defesa), Álvaro Coimbra (Justiça), Rodrigo Guzmán (Energia) e Yerko Núñez (Presidência). Integrantes do Alto Comando Militar também foram listados.

Murillo e López conseguiram fugir da Bolívia pelo Brasil, através da fronteira com Corumbá (MS). Foragidos, os dois estaria nos Estados Unidos ou no Panamá. Guzmán e Coimbra já foram detidos.

O golpe foi derrotado com a mobilização do povo boliviano, que elegeu o presidente Luis Arce em uma vitória esmagadora em primeiro turno nas eleições de 2020. Arce é do Movimento ao Socialismo (MAS), mesmo partido de Morales.

(...).

(Com adaptações - original aqui)

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