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Aglomerações geraram mutações que fazem jovens adoecerem por covid

Aglomerações geraram mutações que fazem jovens adoecerem por covid

Data de Publicação: 28 de março de 2021 10:37:00
Por Redação
De VEJA / BLOG DA CIDADANIA

O Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirmou em boletim divulgado nesta sexta-feira, 25, que os dados mais recentes da evolução do coronavírus no Brasil apontam para o aumento dos casos da doença entre os mais jovens.

“O país se encontra em uma situação de colapso do sistema de saúde, ao mesmo tempo que a pandemia vem ganhando novos contornos afetando faixas etárias mais jovens: 30 a 39 anos, 40 a 49 anos e 50 a 59 anos”, aponta a Fiocruz. Ao analisar os dados para essas faixas etárias, os pesquisadores observaram um aumento de casos de 565,08% (30 a 39 anos), 626% (40 a 49 anos) e 525,93% (50 a 59 anos) entre 7 e 13 de março. A tendência foi notada pela primeira vez em novembro de 2020.

A instituição diz que essa mudança ainda é inicial, mas um de seus efeitos é a contribuição para manutenção do cenário crítico na ocupação de leitos hospitalares. “Por se tratar de população com menos comorbidades – e, portanto, com evolução mais lenta dos casos graves e fatais, demanda frequentemente uma permanência por maior tempo em internação em terapia intensiva”, disse o Observatório.

Os pesquisadores afirma ainda que foi sobretudo a explosão dos casos entre os adultos – e não de mortes – que os levou a falarem em “novo contorno” e rejuvenescimento da pandemia. Apesar do deslocamento da incidência de casos para faixas mais jovens, a mortalidade segue concentrada em faixas mais velhas.

Diante desse novo cenário, os especialistas defendem a adoção de dois grupos de medidas interconectados. No primeiro grupo, as medidas urgentes, que envolvem bloqueios ou lockdowns, acompanhados de respostas na ampliação da oferta de leitos com qualidade e segurança, bem como prevenção do desabastecimento de medicamentos e insumos. No segundo grupo, as medidas de mitigação, com o objetivo reduzir a velocidade da propagação. Estas medidas deverão ser combinadas em diferentes momentos e a depender da evolução da pandemia no país até que se tenha 70% da população vacinada.

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