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História: EUA revelam que ditadura brasileira foi cúmplice do golpe miltar no Chile

História: EUA revelam que ditadura brasileira foi cúmplice do golpe miltar no Chile

Data de Publicação: 2 de abril de 2021 12:08:00
Por Redação
Do T13 / Chile

A ditadura brasileira interveio junto aos Estados Unidos para derrubar o governo de Salvador Allende, segundo documentos de inteligência desclassificados que foram publicados nesta quarta-feira (31) pelo Centro de Arquivo de Segurança Nacional, com sede em Washington (EUA).

Vários documentos de inteligência dos Estados Unidos, Chile e Brasil apontam para o papel do regime brasileiro em minar a democracia e apoiar o golpe de Estado perpetrado por  Augusto Pinochet  em 11 de setembro de 1973.

Um dos documentos de destaque é o memorando de reunião em dezembro de 1971 entre o presidente dos Estados Unidos,  Richard Nixon, e o então líder da ditadura brasileira, general-ditador Emílio Garrastazu Médici, na Casa Branca, onde discutiram os esforços para derrubar Allende, que chegou ao poder após as eleições de setembro de 1970. 

Medici disse a Nixon que Allende seria deposto "pela mesma razão que (o presidente João) Goulart fora deposto no Brasil". Goulart foi deposto por um golpe militar em 1964 - que completa 57 anos nesta quarta-feira - que estabeleceu uma ditadura que durou até 1985.

Outro documento de inteligência da CIA citado pelo Arquivo de Segurança Nacional sobre uma reunião entre altos funcionários brasileiros observa que um deles acreditava que "os Estados Unidos obviamente querem que o Brasil 'faça o trabalho sujo' na América do Sul". 

O centro também citou o trabalho do pesquisador brasileiro Roberto Simon, que, em seu livro "Brasil contra a democracia: ditadura, golpe no Chile e Guerra Fria na América do Sul", indagou sobre o assunto. 

Segundo Simon, “o Brasil deu apoio direto e modelo à ditadura de Pinochet” e a imagem do regime militar brasiliense de “'fantoche de Washington' totalmente alinhado com a superpotência regional é um mito e relega o Brasil a um mero papel subsidiário na região ". 

Para Simon, “a ditadura brasileira tinha motivações próprias, estratégicas, ideológicas, econômicas e outras, para intervir no Chile”. 

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