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Em tempos de pandemia, o Pará vira notícia por episódios de barbárie

Em tempos de pandemia, o Pará vira notícia por episódios de barbárie

Data de Publicação: 20 de abril de 2021 12:53:00
Por Redação
Do CANAL 2N

Desde que o mundo reconheceu a como pandemia a propogação do novo coronavírus (e de sua principal manifestação de enfermidade: a Covid-19), o Brasil vem sendo notícia constante na mídia internacional pelas regulares demonstrações de esgarçamento de nosso processo civilizatório, quando não de absoluta barbárie, que vão do negacionismo institucional do desastroso desgoverno de Jair Bolsonaro (sem partido) até a irresponsabilidade de profissionais de saúde com seus miraculosos "tratamento precoce" de cloroquina e "spray de sabe-se lá o quê".

Nesse quesito, aliás, o Pará tem sido particularmente pródigo em exemplos. Temos assistido de tudo: em quase todos os municípios paraenses são cotidianas as notícias das chamadas "festas da covid"; prefeitos, como Valmir Climaco (MDB) de Itaituba, sugerindo que "mulheres solteiras se ofereçam para "serviços domésticos" a garimpeiros para "ganhar um dinheirinho extra"; afora as "carreatas das morte", nas quais "empresários e/ou similares" exigem o  "direito de mandar à morte seus/as funcionários/as".

Nos últimos dias, entretanto, os limites da barbárie e da irresponsabilidade superaram qualquer parâmetro de racionalidade e/ou surpresa. Este é caso, por exemplo, da reportagem do El País Brasil dando conta de um tal "Festival de luxo no coração da Amazônia", que o periódico classificou como "um símbolo do descaso com a pandemia", informando que pagando "ingressos de até 11.000 reais, turistas europeus e brasileiros", tinham acesso a "modelos com carreira internacional, visitas comunidades indígenas e ribeirinhas, além de festas à beira do rio e dentro de barcos, sem máscara e descumprindo as regras de distanciamento".

A polícia acabou com o tal "festival da covid"; organizadores e participantes foram detidos e em seguida liberados; seus nomes não puderam ser divulgados. A impunidade reforça compartamentos, ilegais e imorais, diriam filósofos, psiquiatras e juristas.

Crianças usadas em ritual de sacrifício contra pandemia

Da irrresponsabilidade para a barbárie, a Revista Fórum denunciou que, na cidade de Bragança (no nordeste do Pará), a Polícia Civil, resgatou um grupo de crianças, que estava sendo usado por uma família, em um ritual religioso, com o objetivo de "acabar com a pandemia de covid". Segundo a Policia, testemunhas informaram que, "no final da cerimônia macabra, as crianças seriam sacrificadas".

O canal do repórter Valdemídio Silva publicou imagens da operação de resgaste das crianças no YouTube. Embora seja fortes, reproduzimos abaixo.

(Com informações da Revista Fórum, do El País Brasil e do Canal do Valdomiro Silva)

 

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