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Revista Fórum: universidades federais podem parar em julho

Revista Fórum: universidades federais podem parar em julho

Data de Publicação: 8 de maio de 2021 09:32:00
Por Luisa Fragão
Do REVISTA FÓRUM

A verba disponível para as universidades federais em 2021 regrediu para o patamar de 2004, ano em que as instituições operavam com metade dos alunos que possuem hoje. Com isso, algumas das mais importantes universidades do país, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), já falam em interrupção das atividades a partir de julho.

Em nota ao jornal O Globo, a Unifesp disse que, se não houver liberação dos recursos, a unidade não terá “como arcar com o funcionamento básico a partir de julho”, e, portanto, “o risco de paralisação total é real”.

A verba disponível para as universidades federais em 2021 regrediu para o patamar de 2004, ano em que as instituições operavam com metade dos alunos que possuem hoje. Com isso, algumas das mais importantes universidades do país, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), já falam em interrupção das atividades a partir de julho.

Em nota ao jornal O Globo, a Unifesp disse que, se não houver liberação dos recursos, a unidade não terá “como arcar com o funcionamento básico a partir de julho”, e, portanto, “o risco de paralisação total é real”.

O Painel do Orçamento Federal aponta que, para 2021, serão destinados R$ 2,5 bilhões para as 69 universidades federais do país, o que engloba 1,3 milhão de estudantes. O valor é praticamente o mesmo que o orçamento de 17 anos atrás, com os valores atualizados pelo IPCA. Naquele ano, no entanto, o país tinha 574 mil alunos matriculados nas 51 instituições do país.

O valor é destinado para o pagamento de contas básicas, como água, luz, limpeza e segurança, assim como para a manutenção de bolsas, compra de insumos para pesquisa e reformas prediais. Com o corte no orçamento, há o risco de alunos mais pobres perdem o auxílio que recebem das universidades, assim com pesquisadores terem as suas bolsas interrompidas.

O valor de R$ 2,5 bi também contempla salários e outras verbas cujos gastos são determinados por lei.

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