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Sextou: dicas culturais 2N

Sextou: dicas culturais 2N

Data de Publicação: 11 de fevereiro de 2022 16:53:00

Por Redação
CANAL 2N

Há 100 anos, entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, o Teatro Municipal de São Paulo foi palco de um ciclo de eventos que reuniu um grupo notável de artistas e intelectuais de várias regiões do país para um conjunto de mostras e exposições de artes plásticas, apresentaçoes musicais e saraus de poesia, seminários e debates que tinha como foco central as artes, a literatura e a identidade brasileira.

Embora, naquele momento, o minguado público os tenha recebido com frieza e a crítica, com certo désdém e muito descaso, aqueles artistas revolucionaram toda a nossa produção artística, que, de então em diante, passou a tê-los como referência, por conta de seu rompimento com as “velhas práticas e correntes” e com o "academicismo" que predominavam na vida cultural brasileira.

Esta foi a SEMANA DE ARTE MODERNA!

O CANAL 2N, vem, através de seu "SEXTOU: dicas culturais 2N", render homenagem àqueles e àquelas artistas e intelectuais visionários, e exaltar seu legado, em suas indicações culturais desta semana!

Documentário: Semana de Arte Moderna 80 Anos (TV Cultura, São Paulo, 2002)

Produzido, no ano de 2002, para as comemorações dos 80 anos da Semana de Arte Moderna de 1922, é um dos melhores documentário sobre a mesma. Sua produção recuperou gravações de arquivos públicos e privados, inclusive, alguns que pertenceram aos próprios participantes, artistas e organizadores do evento. Neste documentário, a TV Cultura destaca os principais fatos, personagens, fatos e consequências, não apenas da Semana de Arte Moderna, mas de todo Movimento Modernista por ela inaugurado, através de depoimentos de artistas, literatos, historiadores e estudiosos das artes e da cultura brasileira. O programa também aborda o contexto histórico daquele momento, ressaltando as transformações sociais, econômicas, culturais por que passavam o Brasil e o mundo, no cenário do pós-Primeira Guerra Mundial e num ambiente de crise que se avizinhava e que já se evidenciava na ruptura dos valores sociais e culturais. Embora produzido para as comemorações dos 80 anos, o "Sextou: dicas culturais 2N" considera este um programa recomendável por conta de sua qualidade, seu caráter informativo e sua riqueza de detalhes. Assita! Divirta-se! Aprenda um pouco mais sobre nossa cultura. (Leônidas Mendes Filho, historiador e editor do CANAL 2N)

Filme: Eternamente Pagú (Norma Bengell, Brasil, 1988)

O filme "Eternamente Pagú", dirigido por Norma Bengell e estrelado pela dupla Carla Camurati (Pagu) e Antônio Fagundes (Oswald de Andrade), é ambientado em fins dos anos de 1920 e retrata o cenário artistíco, político e intelectual de São Paulo, que então se consolidava como principal centro urbano e industrial do Brasil. Neste cenário, Patrícia Rehdler Galvão (1910-1962), a Pagú, escandalizava as "elites conservadoras paulistas" com sua arte, sua militância (no Partido Comunista, na clandestinidade) e seus comportamentos. Pagú integrava ala mais radical do movimento modernista, liderada por Oswald de Andrade, de quem foi "companheira" e do qual teve um filho. Sua militância motivou-a a viajar até a Argentina para encontrar-se com Luiz Carlos Prestes, principal líder comunista brasileiro; a artista apoiou e participou diretamente de movimentos grevistas e da luta política de seu tempo, sendo presa várias vezes. Pagú foi uma precursora da luta pela igualdade, pela democracia, pela justiça no Brasil. Embora, não tenha participado da Semana de Arte Moderna (tinha apenas 12 anos em 1922), Pagú incorporou, como poucos, o espírito do modernismo de sua época. (Leônidas Mendes Filho, historiador e editor do CANAL 2N)

Livro: 1922 - A semana que não terminou (Marcos A. Gonçalves, Companhia das Letras, 2012)

Numa narrativa fluente, elegante e crítica, que mescla linguagem jornalística e relato histórico, o jornalista Marcos Augusto Gonçalves dá vida aos personagens e descreve as famosas jornadas que animaram o Teatro Municipal nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, durante o festival que ficou conhecido como Semana de Arte Moderna. Ao mesmo tempo em que reconstitui passo a passo o evento, o autor despe o episódio de mitos que o foram cercando ao longo do tempo: desde certas fantasias triunfalistas associadas a uma espécie de superioridade paulista na formação da cultura moderna brasileira, até as versões que, ao contrário, insistem em diminuir a importância histórica dos festivais encenados pelos rapazes modernistas e patrocinados pela elite econômica da emergente Pauliceia. Nesse sentido, o livro incorpora críticas que têm sido feitas, desde a década de 1980, a algumas “verdades” consagradas pela historiografia e pelo senso comum.  Como a ideia de que a arte e a literatura dos anos que antecederam a Semana seriam apenas acadêmicas ou passadistas, resumindo-se, quando muito, a manifestações de caráter pré-modernista. (Fonte: Amazon.com - aqui.) 

 

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Ótimo serviço prestado pelo canal 2N, e indicações ótimas de quem tem conhecimentos e ótimo bom gosto.