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Sextou: dicas culturais 2N

Sextou: dicas culturais 2N

Data de Publicação: 11 de março de 2022 18:33:00

Por Redação
CANAL 2N

Nesta semana, em que se "comemora" o Dia Internacional da Mulher (8 de março), nosso editorial Sextou: dicas culturais 2N resolveu, como uma pequena contribuição para a luta pelos direitos das mulheres, contra o preconceito em qualquer de suas manifestações e, acima de tudo, contra a violência e o femincídio, homenagear as mulheres. 

Deste modo, nossa sugestões terão como tema justamente produções artísticas que tematizem as mulheres e suas lutas, suas conquistas e/ou suas contribuições para as artes, para a ciências ou para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e igualitária.

Então, em especial para nossas leitoras, mas também para os nossos leitores, indicamos:

Filme: Radioactive (direção: Marjane Satrapi - França, 2020)

"Disponível na Netflix do Brasil, Radioactive (trailer) narra a vida de Marie Curie, "mãe" da radiação, e mostra as dificuldades e genialidade da trajetória de uma das cientistas mais importantes da história. A biografia aborda o papel das mulheres nas ciências e aborda as consequências da descoberta de Curie para a medicina, a indústria e a guerra. Polonesa naturalizada na França, Marie Curie, ou Maria Sklodowska-Curie, tem uma das histórias de vida mais inspiradoras das ciências. Foi a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel, junto com seu marido Pierre Curie e o cientista Henri Becquerel, na categoria de Física, em 1903, pelas pesquisas e descobertas sobre a radiação. O filme conta a relação de Maria com uma sociedade que exigia um comportamento determinado das mulheres, o qual ela nunca esteve disposta a adotar, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Para dificultar a situação, Curie foi uma polonesa vivendo na França em pleno período de ascensão do ultra-nacionalismo, que anos mais tarde faria com que o país se aliasse à Alemanha nazista. (...) O filme é baseado no romance gráfico "Radioactive: Marie & Pierre Curie: A Tale of Love and Fallout", lançado em 2010 e escrito por Lauren Redniss. Tem direção de Marjane Satrapi, cineasta e ilustradora, autora do filme e do romance gráfico Persépolis, e estrelado por Rosamund Pike (Garota Exemplar, Orgulho e Preconceito). [...]".

(Trechos da resenha de Mariane Roccelo publicada em EstudarFora - leia íntegra aqui.)

Quadrinhos: D.I.V.A.S Brasileiras (texto de Guilherme Smee e ilustração de Eduardo Ribas - 2020)

"[...] A história do século XX no Brasil é repleta de personagens que impulsionaram as transformações necessárias para o avanço dos ideais progressistas na sociedade. A historiografia oficial celebra essas personalidades de muitas maneiras – e o que se percebe é que os feitos e esforços realizados por homens impõem-se sobre as conquistas promovidas pelas mulheres. A ressignificação dessa história e o resgate das biografias de algumas dessas protagonistas é a principal motivação do livro D.I.V.A.S Brasileiras, de Guilherme Smee e Eduardo Ribas, obra que reúne o perfil de dez mulheres reais transpostas para uma narrativa em quadrinhos, distribuída em dez capítulos. Com o artifício de recursos narrativos místicos, muito comum nas histórias de super heróis, D.I.V.A.S Brasileiras conta a história da fictícia organização Damas Intrépidas Vigiando Amorosamente a Sociedade, em torno da qual algumas personagens históricas mobilizaram-se para combater um vírus chamado 1D3O-LOG14D-GEN, alegoria para “ideologia de gênero”. Começando em 1914, com a história de Nair de Teffé, “a primeira-dama brasileira mais vanguardista da história”, como indica o livro, o arco narrativo da HQ se estende até os tempos atuais, com Maria da Penha, passando por personagens como a pintora Anita Malfatti e a modelo Roberta Close. "Decidimos produzir uma HQ com os perfis de mulheres brasileiras porque percebemos que existe pouca oferta de histórias em quadrinhos que abordam este tema que não seja de uma forma ultrapassada e calcada demais no didatismo. Por isso, buscamos colocar na nossa HQ  uma representante para cada década do século XX", explica o roteirista e colunista de LRS Guilherme Smee. [...]".

(Trecho da resenha de Vitor Diel publicado no LiteraturaRS - leia íntegra aqui.)

Livro: As Bruxas da Noite (Ritanna Armeni. Editora Seoman, São Paulo, 2019)

"[...] O livro As Bruxas da Noite: A História não Contada do Regimento Aéreo Feminino Russo Durante a Segunda Guerra Mundial foi escrito pela jornalista italiana Ritanna Armeni, com contribuições de sua amiga Eleonora Mancini. [...]. Como nós sabemos, só passou a ser normal as mulheres exercerem profissões consideradas exclusivas para homens depois de muito tempo, e mesmo assim ainda hoje não é totalmente igualitário Na época da Segunda Guerra Mundial, o exército era exclusivo para homens, mesmo em situações extremas, como a guerra. Na Rússia, país no qual as Bruxas da Noite nasceram e morreram, a situação não era diferente. Apesar de todos os estudantes de Moscou terem feitos treinamento de uso de armas, terem frequentado cursos para enfermeiros, e terem feitos outras coisas para preparar o país para a guerra, eram os homens que iam para a linha de frente, enquanto as mulheres deveriam cuidar dos feridos, fazer reparações, et alContudo, algumas mulheres não se conformavam com isso, e queriam lutar pela sua pátria na linha de frente durante a Grande Guerra Patriótica, modo como os russos e outras ex-repúblicas soviéticas chamam a 2.º Grande Guerra. Um momento inédito aconteceu, a situação era tão grave, que o Exército Vermelho buscou voluntárias para irem à linha de frente. Irina, suas amigas, e outras mulheres de Moscou prontamente se candidataram. Porém, por ser algo inédito, não havia nada preparado para elas. Ou seja, as particularidades das mulheres não foram consideradas, como tamanho das roupas, e elas passaram muitas dificuldades. Apesar de todas as contrariedades, elas foram importantíssimas para o desenrolar da guerra [...]".

(Trecho da resenha de Camila Benzaquen publicada na Revista de Relações Exteriores - leia íntegra aqui.)

(Editoração de Leônidas Mendes Filho - Canal 2N)

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