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Sextou: dicas culturais 2N

Sextou: dicas culturais 2N

Data de Publicação: 18 de março de 2022 17:29:00

Por Redação
CANAL 2N

Na segunda-feira (14), foi o aniversário da morte de Karl Marx.

Nascido em Tréveris (atual Alemanha), em maio de 1818, Marx foi filósofo, economista e militante político e social. Sua obra, lida por milhões de pessoas e considerado uma das mais importantes da contemporaneidade, é alicerce teórico de partidos, movimentos e revoluções sociais em todo o mundo: das lutas operárias do século XIX às revoluções socialistas do século XX. Também é fundamental para o estudo e entendimento das sociedades e economia capitalistas atuais.

Por isso, nosso editorial Sextou: dicas culturais 2N, em reconhecimento à importância da produção intelectual de Marx e de sua contribuição para as mais importantes lutas e transformações sociais e políticas dos tempos recentes, e como parte de nossa pretensão e crença de que a arte também transfrma o mundo e o torna mais justo e livre, presta-lhe homenagens, ainda mais válidas na semana que se memoriza sua morte. 

Filme: O Jovem Karl Marx (direção: Raoul Peck. França: 2018)

"O jovem Karl Marx (trailer) é um belo filme, realizado de maneira muito profissional por um admirável diretor de esquerda (o haitiano Raoul Peck) e com uma série de atores realmente bons. Ele abarca o período entre 1842, quando Marx era o editor-chefe da Gazeta Renana (Rheinische Zeitung), e início de 1848, quando fica pronto o Manifesto Comunista. O filme não foca apenas na amizade entre os dois rapazes, Karl Marx e Friedrich Engels, cujas teorias posteriormente tornaram-se enormemente influentes; ele trata também das relações desses dois homens com suas parceiras – Jenny von Westphalen e Mary Burns, respectivamente – e do importante papel que essas mulheres desempenharam. Comparado com algumas das produções mais antigas sobre Marx produzidas na União Soviética e na Alemanha Oriental, esse filme é, em qualquer aspecto, bastante superior. No entanto, vale a pena não perder de vista que evidentemente nem tudo que aparece no filme são dados ou anedotas comprovadas. É certo que os fatos principais estão todos corretos: que Marx editava um jornal em Colônia, que ele viajou a Paris onde encontrou Proudhon e onde tem início sua amizade com Engels, que Marx e Engels se tornaram influentes na “União de Comunistas” etc. Entretanto, praticamente todos os detalhes são puramente fictícios. [...]".

(Trecho da crítica de Michael Heinrich publica no Blog da Boitempo - íntegra aqui.)

Quadrinhos: O Manifesto Comunista (do cartunista inglês Martin Rowson. São Paulo: Versus, 1998)

"Publicado em 1848, o Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels, é um dos textos mais poderosos da história da humanidade.Sua influência o torna leitura obrigatória para entender os debates mais decisivos do nosso tempo.Apesar das poucas páginas, faz uma análise profunda do capitalismo que é sarcástica, mas, ao mesmo tempo, entusiasmada pelas possibilidades abertas por tal regime de produção.Passados 150 anos continua sendo a melhor introdução às ideias que definem o Comunismo e a mais lúcida explicação de seus objetivos.O cartunista inglês Martin Rowson recupera, em forma de imagens vívidas, o humor e a fúria desse clássico.Martin Rowson é um dos mais celebrados cartunistas contemporâneos da Inglaterra. Seus trabalhos têm sido publicados no The Guardian, no The Independent e no The Times.Além de graphic novels, é autor de diversos premiados romances, livros de ensaios e um livro de memórias.“Transformar o clássico de Karl Marx em uma graphic novel pode parecer uma ideia estranha, mas as ilustrações exuberantes de Martin Rowson trazem as ideias de Marx à vida de maneira maravilhosamente assustadora”.Gizmodo“Poucas histórias em quadrinhos me agradaram tanto neste ano quanto esta feroz adaptação que Martin Rowson fez do Manifesto Comunista, de Marx e Engels.Extraordinariamente inteligente e totalmente selvagem”.The Spectator“É divertida e irreverente, mas, ao mesmo tempo, vai aos fundamentos dessa obra tão influente".

(Trecho da sinopse da Editora Martins Fontes - íntegra aqui.)

Livro: Karl Marx: uma Vida no Século XIX (Jonathan Sperber. São Paulo: Amarilys, 2014)

"Foi uma volta à minha juventude ler esta excepcional biografia: “Karl Marx: uma vida do século XIX”, de Jonathan Sperber. Em minha juventude, fui um ardoroso marxista. Talvez muito mais movido pela emoção do que pela razão. Lia seus livros com a mentalidade de um jacobino francês do século XVIII. Talvez a explicação mais extrema a essa opção seja o fato de ter convivido com muitos amigos que foram mortos, torturados ou exilados por um regime que só trouxe malefícios ao país. Mas posso dizer que parte da minha juventude foi entregue generosamente à causa socialista. Nenhuma ditadura traz benefícios. Hoje tenho a plena consciência que, nesse marxismo que defendia, havia algo tão maléfico quanto à ditadura que se instaurou no país em 1964. No entanto, os tempos eram outros. Admito que essa desculpa tornou-se surrada, e repetida inúmeras vezes por ex-marxistas. Mas foi no campo democrático e institucional que se deu a minha luta pessoal. Sinceramente, não me arrependo. Para mim, tudo isso fez parte de uma grande aprendizagem que se torna difícil negá-la. Talvez fizesse tudo de novo se uma nova ditadura de esquerda ou de direita se instaurasse no Brasil. Com certeza Marx não seria, para mim, um importante interlocutor caso se repetisse essa tragédia farsesca na vida nacional.
Tenho a certeza absoluta de que nem Marx nem Engels aprovariam as ditaduras assassinas instauradas na URSS, China e Camboja, Coréia do Norte em Cuba, onde milhões de vidas foram ceifadas. Mas foi em nome deles que esses regimes chamados socialistas foram trazidos para o século XX. Lenin, Trotski, e Stalin seguiram os passos de Marx na produção desta fé totalitária, uma visão irrealizável, de um futuro harmonioso que se desmoronou, enquanto o capitalismo com todas as suas crises continua a se expandir. [...]".

(Editoração de Leônidas Mendes Filho - Canal 2N)

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Parabéns ao canal por informar de forma simples e clara o que acontece na política Nacional. E pelas ótimas dicas culturais.