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Avibras pede recuperação judicial e demite 420 funcionários

Avibras pede recuperação judicial e demite 420 funcionários

Data de Publicação: 22 de março de 2022 16:54:00

Por Redação
NEXO JORNAL

A Avibras Aeroespacial, fabricante de armamentos e equipamentos de defesa, considerada a maior da indústria no Brasil, pediu recuperação judicial na sexta-feira (18) no fórum de Jacareí, interior de São Paulo, local de uma de suas fábricas. A empresa acumula prejuízos nos últimos dois anos e tem endividamento que passa de R$ 390 milhões. Foram demitidos 420 funcionários dos mais de mil empregados da organização.

Esta é a segunda vez que a Avibras recorre a um processo de recuperação judicial. O primeiro ocorreu em 2008 e durou até 2010. O instrumento foi instituído pela Lei de Falências e Recuperação de Empresas em 2005, para substituir a antiga concordata. Ele é usado quando a empresa não consegue pagar suas dívidas e quer evitar a falência. Para isso, é criado um plano de recuperação, que precisa ser aprovado na Justiça, enquanto as dívidas são suspensas para que a empresa consiga recuperar algum fôlego. Sob recuperação judicial, a Avibras continuará a exercer suas atividades.

A Avibras afirma que a pandemia de covid-19 reduziu drasticamente as exportações de equipamentos, que correspondem a cerca de 85% de sua receita total. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o advogado da companhia, Nelson Marcondes, disse que durante a crise sanitária diversos países remanejaram os seus recursos para a saúde e diminuíram investimentos em defesa.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, cidade sede da Avibras, emitiu nota contra a decisão. A entidade afirma que foi surpreendida pelo pedido de recuperação judicial, sem poder negociar a suspensão de contratos ou a elaboração de um plano de demissão voluntária para os funcionários.

Com pouco mais de 60 anos, a Avibras foi fundada por um grupo de engenheiros do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). A empresa cresceu no setor aeroespacial, participando de programas de pesquisa e desenvolvimento de produtos. Ela é produtora do sistema lançador de foguetes e mísseis Astros-2020, de veículos blindados e equipamentos eletrônicos militares. Além de ter como cliente as Forças Armadas do Brasil, ela exporta armamentos para países do Oriente Médio, Ásia e América Latina.

(...).

(Com adaptações. Leia reportagem completa no Nexo Jornal: aqui.)

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