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Ladroeira: "bolsolão" quer desviar mais de R$ 700 milhões do MEC na compra de ônibus escolares

Ladroeira: "bolsolão" quer desviar mais de R$ 700 milhões do MEC na compra de ônibus escolares

Data de Publicação: 3 de abril de 2022 15:05:00

Por Redação
CANAL 2N

Neste domingo (3), a chamada grande mídia denunciou mais um esquema de ladroagem no Ministério da Educação (MEC), com conivência e, ao que parece, comando da cúpula do governo de Jair Bolsonaro (PL): a tentativa de superfaturamento em mais de R$ 700 milhões na compra de ônibus escolares

Documentos obtidos pelo Estadão apontam que o governo Bolsonaro abriu um processo de licitação para aquisição de ônibus para transporte de estudantes de áreas rurais de municipios no interior do país com valor estimado em R$ 480 mil por ônibus escolar. No entanto, técnicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) descobriram que cada veículo deveria custar no máximo R$ 270 mil.

Condiderando-se que o MEC pretende adquirir 3.850 ônibus, o valor estabelecido no processo de licitação totalizaria R$ 2,082 bilhões, resultando num sobrepreço de R$ 769 milhões - diferença de 54% em relação ao valor real da licitação, conforme preço de cada veículo apontado pelos técnicos do FNDE. 

De acordo com o Estadão, "a discrepância das cotações apresentadas pelos fornecedores em relação ao preço homologado do último pregão, do ano passado, implica em aumento não justificado do preço, sem correspondente vinculação com as projeções econômicas do cenário atual", segundo destaca o relatório da área técnica do FNDE. 

A ladroagem, em forma de superfaturamento na compra dos ônibus, que também foi notada em parecer da Controladoria Geral da União (CGU), a "mão ligeira" do "Centrão": o processo de licitação traz a assinatura de Garigham Amarante, diretor de Ações Educacionais do MEC, indicado por Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, legenda de Jair Bolsonaro, destaca o jornal.

Este é mais um indício de corrupção no MEC: recentemente foi descoberto um esquema de desvio de recursos sob comando de pastores "aliados do governo" que negociavam liberação de verbas da pasta, com pedidos de propina - caso resultou na demissão do ex-ministro Milton Ribeiro.

(Com informações de O Estadão)

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