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Sextou: dicas culturais 2N

Sextou: dicas culturais 2N

Data de Publicação: 5 de agosto de 2022 14:43:00

Por Redação
CANAL 2N

Nesta sexta-feira, 5 de agosto, deveríamos estar comemorando os 437 anos da Paraíba; mas estamos nós, e todos/as que amam e vivem a cultura e as artes brasileiras, de luto: Jô Soares, um dos maiores ícones da televisão brasileira e um de seus mais versáteis artista, faleceu!

Embora poucos saibam, Jô Soares tinha raízes familiares paraibanas: era o único filho do empresário Orlando Heitor Soares e de Mercedes Pereira Leal, tendo parentesco com figuras destacadas da Paraíba, como por exemplo o governador Camilo de Holanda (1916-1929) e o jornalista Orris Soares, fundador de O Norte (importante jornal paraibano no século passado – hoje, extinto), seus tios-avós.

Havíamos nos preparado para homenagear o aniversário da Capitania da Paraíba!

Mas, pela força da contingência, nosso Sextou: dicas culturais 2N, deste fim de semana, dedica suas sugestões ao grande artista que agora nos deixa: “Viva o Gordo” – José Eugênio (Jô) Soares (1938-2022).

Filme: O Xangô de Baker Street (direção: Miguel Faria Júnior – Brasil/Portugal, 2001)

“[O Xangô de Baker Street (assista aqui) retrata o] Rio de Janeiro, em 1886, [quando] a diva francesa Sarah Bernhardt (Maria de Medeiros) se apresenta pela primeira vez no Brasil, deixando a elite do país ainda mais interessada na cultura francesa. O público se curva perante o talento de Sarah, incluindo o imperador D. Pedro II (Cláudio Marzo), que lhe conta um segredo: um valioso violino Stradivarius, um presente seu à baronesa Maria Luíza (Cláudia Abreu), desaparecera misteriosamente. Sarah então sugere que o imperador convite o famoso detetive Sherlock Holmes (Joaquim de Almeida) para investigar o caso, sugestão esta prontamente seguida. Enquanto isso, um assassinato choca a cidade e deixa em pânico o delegado Mello Pimenta (Marco Nanini). Uma prostituta fora assassinada e teve suas orelhas decepadas e uma corda de violino estrategicamente colocada em seu corpo pelo assassino. Enquanto o delegado busca pistas para capturar o perigoso assassino, que passa a cometer crimes seguidamente, Holmes e seu fiel parceiro Watson (Anthony O'Donnell) desembarcam no Rio de Janeiro sem esperar os perigos que os esperam: feijoadas, vatapás, pais de santo e o poder de sedução das mulatas locais.”

(Sinopse do AdoroCinema – Leia aqui)

Entrevista: Jô Soares no Roda Viva (TV Cultura – São Paulo, Brasil, 1999)

“Em 1998, o programa Roda Viva, da TV Cultura, recebeu o humorista, ator, diretor de teatro, roteirista, apresentador e escritor Jô Soares, para uma de suas melhores entrevistas. Na conversa, o multi-artista falou sobre os mais diversos assuntos transitando de arte a política, da literatura ao cinema, do Brasil ao mundo. Dentre os entrevistadores estavam o escritor Marcelo Rubens Paiva (Folha de São Paulo), o jornalista Maurício Stycer (editor de Cultura da Revista Época), a atriz Giulia Gam, a historiadora Marina Maluf (professora de história da PUC São Paulo), o ator e apresentador Marcelo Tas (apresentador do programa Vitrine da TV Cultura), o escritor Mario Prata (cronista do jornal O Estado de S. Paulo), o escritor e jornalista Fernando Morais e a jornalista Lorena Calábria (apresentadora do programa Metrópolis da TV Cultura). Pela diversidade de assuntos e pela acuidade do entrevistado, consideramos esta uma das melhores entrevista concedidas por Jô Soares; e por isso a indicamos. Vale a pena!” (assista aqui)

(Texto de Leônidas Mendes Filho para Sextou: dicas culturais 2N – Canal 2N)

Livro: O homem que matou Getúlio Vargas (Jô Soares – São Paulo, Companhia das Letras, 1998)

“Biografia de um anarquista fictício que, entre 1914 e 1954, percorre várias partes do mundo para cumprir uma gloriosa e desastrada missão: matar tiranos. Romance em que até a História (a verdadeira) parece coisa de humorista. [...] Dimitri Borja Korozec, pai sérvio, mãe brasileira; [...] seis dedos em cada mão; ideologia, algo assim como uma espécie de anarquismo; profissão: assassino; vítimas preferenciais, líderes políticos. Ele é o homem certo: formou-se numa escola de assassinos altamente conceituada, tem uma pontaria extraordinária e está sempre disposto a dar cabo dos tiranos que infestam o mundo. Mas sofre de um problema crônico: é desastrado. Com ele não tem meio-termo: é tudo por um triz. Em 1914, por exemplo, na Europa, foi ele quem quase desencadeou a Primeira Guerra Mundial. E é sempre assim, negando fogo, que [...] Dimitri [...] participa ativamente de importantes episódios históricos e convive com estrelas como Mata Hari, Al Capone, Franklin Roosevelt e Getúlio Vargas, entre outros. [...]. Com sua inteligência fina e em permanente estado de alerta, [Jô Soares] mistura ficção e realidade e faz com que tudo neste romance pareça uma “sincronia arquitetada pelo acaso”. [...].”

(Trechos da sinopse de divulgação do livro no Amazon – Leia íntegra aqui)

(Editoração de Leônidas Mendes Filho - Canal 2N)

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