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Vazamento de óleo no Nordeste - a omissão criminosa do governo Bolsonaro

Vazamento de óleo no Nordeste - a omissão criminosa do governo Bolsonaro

Data de Publicação: 19 de outubro de 2019
Lindolfo Mendes
CANAL 2N

 

Mais de 50 dias - impunidade, omissão e fakenews

Há uma mancha de óleo em todo o litoral do Nordeste, atingindo mais de 100 praias, com impacto ambiental imprevisível e com danos econômicos inestimáveis, mas parece que Jair Bolsonaro, "o vagabundo", na exata definição do líder do PSL na Câmara dos Deputados (aqui),  não tem muita preocupação com isso.

É nesse contexto que o Brasil agoniza, o líder do partido do Bolsonaro o chama de vagabundo e também o acusa de comprar deputados com cargos públicos (aqui), evidente, essa gente nunca deveria governar o Brasil, o resultado já é visível, em apenas 10 meses as tragédias já se acumulam.

São mais de 50 dias que esse vazamento de óleo atinge a região Nordeste, até o momento não se tem a ciência de qualquer medida do governo federal para conter e minimizar os impactos da maior tragédia ambiental da história do Nordeste brasileiro, enquanto isso, o presidente da república, ou seja, "o vagabundo", como define o delegado Waldir, se limita a fomentar fakenews e teorias conspiratórias através da sua militância digital, no início ele acusou a Venezuela, mostrando apenas que é uma figura inconsequente e irresponsável, completamente desqualificado para o cargo.

 

"Existe o impacto agudo, que é o recobrimento da areia, dos corais, dos manguezais. Pode recobrir cascos de tartaruga e outros animais. E depois há o impacto crônico. A decomposição desse óleo pode liberar substâncias nocivas à natureza e ao ser humano. Substâncias cancerígenas, como hidrocarbonetos, metais pesados devem já estar sendo incorporados na cadeia alimentar". (Clemente Coelho Júnior - professor de Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco)


Sem noção

Diante dessa tragédia ambiental, o que igualmente assusta o país é a falta de noção e a incompetência de um governo infestado de “fardados inúteis” (aqui), são mais de 2500 militares ocupando cargos na administração Bolsonaro, os inúteis parecem não ter a mínima ideia do que está acontecendo.

A Marinha brasileira, uma draga de recursos e uma droga de instituição, não serve nem para remediar os danos noticiados e conhecidos há mais de 50 dias.

Com muito atraso, antes tarde do que nunca, a Marinha reconhecendo a sua incompetência, graças a Deus, resolveu recorrer à Universidade Federal do Rio de Janeiro para tentar mapear a origem do vazamento de óleo, os professores e pesquisadores de uma UNIVERSIDADE PÚBLICA ajudarão a esclarecer os fatos, ainda bem.

 

"Um estudo realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a pedido da Marinha conseguiu mapear, de forma preliminar, a provável área de onde partiu o óleo que polui praias do Nordeste desde o início de setembro. A região localizada abrange uma área que começa a uma distância de 600 a 700 quilômetros da costa brasileira, já em águas internacionais, em uma latitude próxima da divisa entre Sergipe e Alagoas."  (aqui)

 

Mas, infelizmente, a incompetência não é apenas dos '‘milicos’' da Marinha, que dizer da patrulha do nosso litoral pela '‘força aérea brasileira’', a FAB? Como explicar ao povo que um vazamento originado a mais de 600 Km da costa surpreenda a todos, sem que Marinha e Aeronáutica saibam dizer algo de concreto sobre o ocorrido, muito menos que tenham executado qualquer medida para evitar que o óleo atingisse o litoral e as praias brasileiras?

Evidente, não é para nos espantarmos, basta ler um 'tuíte' ou assistir um vídeo do presidente, seja pelo domínio do vernáculo ou seja pelo próprio conteúdo, que se constata a 'deficiência escolar' dos militares brasileiros, Bolsonaro e Mourão, presidente e vice, cursaram a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), a principal unidade de formação dos oficiais do Exército, salta aos olhos a precária '‘formação’' dos militares brasileiros, a qualidade do seu ensino parece ser a mesma das refeições servidas aos soldados, cabos e sargentos nos restaurantes dos quartéis espalhados pelo país.

Impunidade

O Senado Federal realizou uma audiência pública na última quinta-feira (17), na Comissão de Meio Ambiente (CMA), para avaliar e ouvir especialistas sobre o vazamento do óleo e as consequências para o Brasil, principalmente para o Nordeste, a conclusão geral é que o governo brasileiro (o presidente, o ministro, os militares, o Ibama, todos eles) não sabe de nada, apenas mente, é criminosamente omisso, falhou na prevenção dos danos dessa tragédia e nada faz, exceto espalhar suas cínicas fakenews.

Na audiência no Senado Federal, o procurador Victor Mariz deixou bem claro quem pode ser responsabilizado pelo que ocorre no Nordeste, principalmente 'pela insuficiência das medidas preventivas para evitar o problema, pois o Estado não foi eficiente em monitorar o óleo antes de chegar à costa', disse ele:

"É possível sim se responsabilizar o Estado por uma proteção insuficiente. O Estado pode ser considerado um poluidor indireto por não tomar as medidas necessárias." (Victor Mariz – na Agência Senado - aqui)


Também, na mesma audiência, Carina de Oliveira, professora da Universidade de Brasília, especialista em Direito Marítimo, enfatizou a responsabilidade central do governo federal, da União, alertando para uma eventual 'responsabilização internacional', o que pode justificar o comportamento tresloucado do presidente do Brasil, agindo sem freios na língua, tentando achar um culpado pela sua própria omissão e do seu ministro do meio ambiente.

 

"Diante de uma mancha órfã, que é a nossa situação, o Poder Executivo Federal tem diversas competências. O Brasil é vulnerável a uma responsabilização internacional" (Carina Oliveira – na Agência Senado - aqui)

 

O que fica evidente, o governo federal não tomou as medidas necessárias e exigidas para o enfrentamento de uma tragédia dessa magnitude, preferindo fazer a única coisa que parece saber, qual seja, espalhar suas fakenews e suas teorias conspiratórias, revelando o elevado grau de demência dos seus membros.

Nordeste e Amazônia pedem socorro ao mundo – nos salve de Bolsonaro

A abordagem esquizofrênica sobre essa tragédia ambiental no Nordeste, por parte da União, merece uma severa punição para os membros do governo Bolsonaro, incluindo ele mesmo, o presidente.

O Brasil ainda está anestesiado diante da omissão criminosa em matéria de tragédias ambientais por parte do governo federal, o que ocorre no Nordeste é apenas mais um capítulo do que ontem o país e o mundo assistiram sobre as queimadas na Amazônia, outros virão.

A comunidade internacional já tem ciência do que incentiva, do que defende e o que fez Bolsonaro em matéria de meio ambiente, esta situação mais do que legitima, exige uma eficaz e urgente atuação de tribunais externos, pois trata de crimes contra a humanidade e que não podem ficar impunes sob o escudo da soberania de país nenhum, nem do Brasil.

Ontem foi a Amazônia, hoje é o Nordeste que pede socorro.

Todos estão cientes que as instituições brasileiras estão em franca degeneração, desde o golpe de 2016, no Brasil, sob Bolsonaro, o que se tem é ‘milícia acima de todos e fakenews acima de tudo!’.

Esse governo não tem a mínima chance de dar certo, passa da hora dessa gente ser responsabilizada -“táôquei!?”

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