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Campina Grande: PT poderá ser o “fiel da balança” para uma frente democrática de esquerda

Campina Grande: PT poderá ser o “fiel da balança” para uma frente democrática de esquerda

Data de Publicação: 1 de outubro de 2019
Por Leônidas Mendes
Canal 2N
08:18

 

 

PT: PED fortalece frente de esquerda

A conclusão do processo eleitoral interno (PED) do PT de Campina Grande, no domingo (22/09), com a vitória do professor Hermano Nepomuceno, representando a chapa Quebra Quilos, inaugura uma nova fase da vida do partido em nossa cidade e fortalece o projeto para formação de uma frente democrática com vistas às eleições 2020.

Já no decorrer dos debates partidários internos, Nepomuceno vinha defendendo que o PT encabeçasse as negociações junto a outros partidos de centro e de esquerda para comporem uma coligação ampla a partir de um projeto que represente uma nova postura diante dos reveses que a esquerda, em especial o próprio PT, vem sofrendo em Campina Grande desde o início dos anos 2000.

Naquela época, o partido saiu extremamente desgastado depois de breve período na condução da PMCG; mas, ainda assim, manteve mandatos na Câmara Municipal. Desde então, o partido vem sofrendo constantes e sucessivas derrotas, inclusive com reflexos em toda a Paraíba. Em Campina Grande, só não desapareceu devido à persistência de sua militância.

Agora, com a expressiva vitória de Hermano Nepomuceno para presidir o diretório municipal, o PT poderá novamente oferecer-se para “fiel da balança” na montagem de uma frente democrática de esquerda que possa fazer frente ao discurso conservador e neofascista que tem sua base sócio eleitoral num certo “público neo-evangélico”, sustentando-se na demagógica “pauta dos costumes”.

Em Campina Grande, como de resto em muitas outras cidades brasileiras, as velhas oligarquias políticas para manterem-se no controle do Estado, reestruturaram as práticas clientelistas e patrimonialistas, associando-se a determinadas igrejas neo-evangélico-pentecostais, adicionando ao apadrinhamento político a demagogia de apelo religioso, numa espécie de sobrevida da República Velha.

Essa estratégia conservadora, com uma tonalidade fascistóide, será testada nas eleições municipais de 2020. E para enfrenta-la torna-se necessário que se articule um projeto de centro esquerda factível, com um discurso palatável às massas, especialmente aos jovens das periferias urbanas, e uma estratégia de comunicação compatível com as novas e dinâmicas linguagens das redes sociais.

Nesse momento, a liderança do maior partido de esquerda do Brasil será imprescindível. Dispondo de recursos materiais e humanos, com quadros políticos qualificados e com um mínimo de unidade interna, o PT terá que assumir o papel de liderar esse processo e seu desempenho definirá seus limites e as consequências, com reflexos sobre a Paraíba e sobre o Nordeste.

Essas circunstâncias, somadas aos efeitos deletérios que a disputa interna no PSB-PB, com a ameaça de rompimento entre o ex-governador Ricardo Coutinho e o atual João Azevedo, o que coloca em risco toda a estratégia de fortalecimento de um projeto de esquerda  em nosso estado, torna ainda mais relevante a responsabilidade do Partido dos Trabalhadores em Campina Grande.

Alea iacta est!”, disseram outros!

 

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Canal 2N

 

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